“Povos indígenas do
Brasil”.
O poeta
trás em verso
Os Povos Indígenas do Brasil,
Comemorando
o seu dia
Em dezenove de abril,
São
muitos para citar
Pra você
ler e guardar
Neste
solo varonil.
Começo
com Aicanãs
Trago os Ajurus também,
Amanaiés e Aparai
Pois Apiacás logo vem,
Apurinã vou trazer
Arapaso pra tu ler
E de Arara falo bem. 01.
Trago Aruás, trago Campas
Trago Araras-do-aripuanã,
Assurinis-do-tocantins
Que
lembrei esta manhã,
Assurinis-do-xingu
Avás-canoeiros pra tu
E Guajás que sou fã.
Vem Auetis e Bacairis
Barasanas e Barás,
Vem Baroros e Baré
Chamacocos e tem mais,
Chiquitanos pode crer
Cinta-largas com prazer
E Denis buscando Paz.
Trago Desanos do Amazonas
E vem Enáuerês-nauês,
Fulmiôs e Gavião
Mondê
E Guajararas pra vocês,
Vem Paracatejê-gavião
Tem o Pucobié-gavião
São
difíceis, mas se fez. 02.
Em
seguida Guaranis
Hupda e Ingarikó,
Ikpeng e Guatós
Que nunca
estavam só,
Jarauaras e Jamamadis
Jumas, Javaés
e Jiahuis
Que
casavam até socó.
Vem Kaapor e Jubutis
Com Caiabis e Carajá,
Caingangues e Caixanas
Kaxarari e Kaxinawá,
Calapalos na floresta
Camaiurás como presta
E Kulina Madihá.
Cambebas e Cambiuás
Apaniecras-canelas e Canamaris,
Ranconcamecras-canelas
Caritianas e Cariris,
Canindés e Canoês
Katxuyana se fez
Como Caiapós e Quiriris. 03.
Vem Karipuna e Karapotó
Karuazu e Karapanã,
Vem Caripunas-do-Amapá
Que da
mata eram fã,
Cariris-xocós e Katukina
Araras-caros com sina
Pankaru e Parakanã.
Cocamas, Korubo
e Craós
Crenaques e Kaxixó,
Kuikuro e Kubeo
Culinas-pano sempre só,
Kuripako e Cricatis
Meinacos, Miranha
e Matis
Patamona e Pataxó.
Vem Curuaias e Kwazá
Piratapuias e Pirarrãs,
Poianauas e Potiguaras
Sateré-Mawé e Pipipãs,
Nambiguaras e Nauquás
Macurap e Suiás
E Makuna que tem fãs. 04.
Tem Maxacalis e Macuxis
Matipus e Ofaiés,
Miritis-tapuias e Muras
Pankararu e Pancararés,
Parintintins e Parecis
Ricbactos e Pitaguaris
Tapaiúnas e Tapirapés.
Tem Mundurucus e Nukini
Sakurabiat e Seaurás,
Oro-uins e Paiter
Palicures e Torás,
Shanenawa e Suruis
Terenas e Tuparis
Xakriabás e Xambioás.
Tabajaras e Tapuias
Ticunas e Tiriós,
Tsunhuns-djapás
E Tetás não ficavam sós,
Iecuanas e Iaualapitis
Yaminawa e Ianomâmis
No mato
que nem socós. 05.
Tucanos e Tumbalalá
Trumai nesse matagal,
Tarianas e Truká
Caiapós-xinins nome legal,
Umutinas e Uapixanas
Uarequenas e Uaianas
Habitantes
do solo nacional.
Tupiniquins e Tuiúcas
Tupinambás no Brasil,
Uaimiris-atroaris e Uassus
Xavantes a mais de mil,
Xipaias e Xukuru
Que
relembro para tu
E Jurunas que se viu.
Xukuru Kariri são povos
Também índios da floresta,
Zoés, Zoró,
Suruuarrés
Que pra
rima pouco presta,
São indígenas com razão
Habitantes
dessa nação
E isso
ninguém contesta. 06.
Não
esquecendo Tupi
Potiguar pra se escrever,
Guaraira e Paiguá
No Nordeste podem crer,
São indígenas do Brasil
Desse
clima varonil
Relembrados
com prazer.
Indígenas como Jundiá
Que cito
nesse cordel,
Talvez
esqueci de alguns
Pra
registrar em papel,
Povos indígenas da floresta
Pintados
ou não na testa
Pra todos
tiro o chapéu.
Eu citei quase duzentos
Nessa minha
narração,
Em dezenove de abril
Em sua
comemoração,
Pra rimar
foi complicado
Desculpem
algo errado
Faz parte
da profissão. 07.
Índios que tiveram terra
Pra
alimentos cultivar,
Índios que tiveram água
Com
certeza pra pescar,
Plantavam
para comer
Pescavam
pra sobreviver
Mais sabiam preservar.
Quase
todos se acabaram
Hoje é a
realidade,
Invadiram
suas terras
Por pura
perversidade,
Falta peixe pra pescar
Falta terra pra cultivar
Culpa da
sociedade.
E em
cordel fica a lembrança
E também
a indignação,
De um
poeta matuto
Que
defende esta Nação,
Que suas
poesias são tantas
Com a
marca Flávio Dantas
O Poeta do Povão. 08.
Flávio Dantas/ O Poeta do Povão
Jaçanã-RN
Email:flaviodantas35@yahoo.com
Blog:flaviodantasrn.blogspot.com
Tel:(84) 8841.9854 (84) 9643.9682
O poeta nasceu na cidade de Campina
Grande-PB, em 09/10/63,sendo filho de Edmundo Dantas e de Severina Medeiros, é
casado com Lucicléa e tem um filho chamado Arthur.
Sempre gostou de escrever em forma de
poesias, mas, só a partir de 2002 é que começou a guardar seus trabalhos,
ultrapassando hoje, mil e duzentos escritos. Esse é o de nº 389 impresso em
cordel.
Caro leitor, esse cordel descreve os
nomes em Português dos povos indígenas
do Brasil ao longo do tempo.
Apoio:
Casa do Cordel
Rua Severina Medeiros, 63
Centro
Jaçanã – RN
CEP: 59.225-000
“Povos indígenas do
Brasil”.
Coleção Própria /
Cordel nº 389
Autor: Flávio Dantas
O Poeta do Povão
Nova Floresta – PB / 19/04/2013.
Obrigado meu DEUS pelo Dom vida
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