“Gargalheiras,
Meio Século
de História”.
O poeta vem voando
Como faz à arribaçã,
Saiu hoje logo cedo
Da querida Jaçanã,
E seu destino é pousar
Bem no rio Acauã.
O clima hoje é de festa
A festança é total,
É o povo do interior
Com gente da capital,
Abraçando um açude
Com pínta de Marechal. 01.
Eu falo do Gargalheiras
Nessa grande ocasião,
A barragem que é destaque
Em toda a região,
Barragem que é açude
Sendo hoje cinquentão.
Pois fazem cinqüenta anos
Que o DNOCS concluiu,
A parede de cimento
Que muita gente já viu,
Gargalheiras um destaque
Com certeza do Brasil.
O poeta neste verso
Um pouco vai relatar,
Da história do açude
Que foi feito pra ficar,
Encravado nessas serras
Dando beleza ao lugar. 02.
No registro esse açude
É chamado Marechal,
O nosso Marechal Dutra
Com peixe pro pessoal,
A água pra irrigar
E capim pro animal.
Abastece Currais Novos
E a querida Acari,
Tá no meio dessas serras
Escute pra conferi,
Tem peixe pro alimento
Só não sei se Tambaqui.
Sua parede represa
Nosso rio Acauã,
Possui ilhas que recebe
A ave arribaçã,
Gargalheira que conquista
Com certeza muito fã. 03.
Entre as Serras de Abreu
E nossa Carnaubinha,
A Serra de Olho D´Água
Que não é mentira minha,
E Serra de Gargalheiras
Que pras águas é a linha.
Fazendo parte da bacia
Do rio Piranhas/Assu,
Gargalheiras é para todos
Não somente para tu,
Suas margens dá de tudo
Com certeza até caju.
Vinte e cinco ou trinta metros
É a parede em firmamento,
Duzentos e cinqüenta metros
É o seu coroamento,
Acho que perderam a conta
Do que foi gasto em cimento.
04.
Disseram que em sescenta
Foi a primeira sangria,
Onde o acariense
Pulava de alegria,
E após cinqüenta anos
Continua a euforia.
A sua capacidade
É de quarenta milhões,
Metros cúbicos de água
Bebem até gaviões,
Alegria com certeza
Pra muitas populações.
Tem gente que o considera
O mais belo do Seridó,
Um berçário ideal
Pra rola,garça e socó,
Um cenário pra namoro
Onde ninguém fica só. 05.
O Festival do Pescado
Todo ano acontece,
Sempre no final de março
O povo nunca esquece,
Já está no calendário
Lembrado que nem em prece.
Esse ano é diferente
É na semana do trabalhador,
Pois é o aniversário
Comemorado com amor,
Do querido Gargalheiras
Cinquentão quase vovô.
Pra animar a festança
Tem atração nacional,
No palco Raimundo Fagner
Cantando pro pessoal,
Nos 100 anos do DENOCs
Apoiando bem legal. 06.
Festival que tem o peixe
Como uma atração,
Com todos seus derivados
Que já virou tradição,
Enriquecendo a culinária
Do meu querido Sertão.
Festival do artesanato
Tem arte pra se vender,
Festival do camarão
Saboroso pra comer,
São coisas do Gargalheiras
Que não podemos esquecer.
Até túnel na parede
A barragem/açude tem,
Paisagem maravilhosa
Que encanta a quem vem,
É por isso que não canso
De mandar os parabéns. 07.
Açude que tem prainha
Lembrando o litoral,
Tem um povo acolhedor
Muito simples e natural,
É o nosso Gargalheiras
O famoso Marechal.
Parabéns aos pescadores
Que trabalham por prazer,
Parabéns acarienses
Pelo Gargalheiras ter,
Parabéns seridoenses
Por me inspirar à escrever.
Dedico esse trabalho
Escrito de coração,
Aos seridoenses Edmundo e Severina
Hoje noutra dimensão,
Que deram a vida a Flávio
Dantas
O Poeta
do Povão. 08.
“Gargalheiras,
Meio Século de História”.
Coleção Própria
Cordel
nº 121
Jaçanã-RN / Abril de 2009
Autor: Flávio Dantas
O Poeta do Povão
Flávio
Dantas, O Poeta do Povão
Jaçanã-RN
Email: flaviodantas35@yahoo.com
O poeta
nasceu na cidade de Campina Grande-PB, em 09/10/63,sendo filho de Edmundo
Dantas e de Severina Medeiros, é casado com Lucicléa e tem um filho chamado
Arthur. Morou na cidade em que nasceu até o final de 69, e, desde então reside
na cidade de Jaçanã-RN.
O mesmo
sempre gostou de escrever em forma de poesias, mas, só a partir de 2002 é que
começou a guardar seus trabalhos, ultrapassando hoje, a marca de mil escritos.
Sendo esse o de nº 121 impresso em cordel.
O mesmo relata um pouco da história
da Barragem/açude Gargalheiras da cidade de Acari-RN, que este ano completa 50
anos de sua conclusão. Homenagem feita pelo poeta, já que o mesmo é desta
região.
Quero dedicar este trabalho aos meus
saudosos pais, que eram filhos de Acari e Carnaúba dos Dantas, e que, sempre
defendiam esta terra.
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