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sábado, abril 13, 2013

Lançamento exclusivo Casa do Cordel.



“O Dia em Que Nossa 

Pracinha Chorou”.




Amigos esse poeta
Reside em Jaçanã,
Cidade que eu adoro
Tarde, noite ou de manhã,
E por mais de três décadas
Na certa me tornei fã.

Resolvi contar em versos
Um fato que aconteceu,
No ano de dois mil e quatro
Que muitos boatos deu,
Quando a nossa Pracinha
Na certa estremeceu.    01.

A Praça João Fortunato
Que adoro desde criança,
Estava bem desprezada
Perdendo a confiança,
Mais pra revitalizar
Todos tinham esperança.

O prefeito nesse ano
Era Orlando, o Doutor,
Que conseguiu o recurso
Por que é batalhador,
E em breve chegaria
A reforma, sim senhor.

Só que ninguém imaginava
Que vinha destruição,
Eu pensava que iria ser
Apenas restauração,
Mas tudo foi diferente
Pra minha decepção.    02.

Pois chega um trator grande
E começa à derrubar,
As árvores de nossa Praça
Sem deixar uma ficar,
E muitos jaçanãenses
Começaram à chorar.

Neste dia a Pracinha
De tristeza então chorou,
Como também nosso povo
Que tanto as plantas amou,
E com certeza o Doutor
Pra ninguém se explicou.

Deixaram a terra limpa
Sem piedade ou perdão,
No meio desapareceu
Até mesmo o cacimbão,
E restou apenas o nome
Que sabemos que é João.  03.

O trator fazia força
E mais uma árvore caía,
E no local só a poeira
Na certa era o que subia,
E quem defendia a Praça
No momento ali sofria.

Na Praça só restou barro
E nos canteiros também,
Pessoas olhavam tristes
Era grande o vai e vem,
E o prefeito Doutor
Ainda queria os parabéns.

Logo depois começava
Toda aquela construção,
Num ano que todos sabem
Também foi de eleição,
E até a luz cortaram
Sem explicar a razão.    04.

Foi falta de pagamento
Que a Praça escureceu,
Pra tristeza desse povo
Que quase não entendeu,
São coisas de um Doutor
Que o povo elegeu.

Surgiu uma nova Praça
Bonita até demais,
Até fonte luminosa
Dando uma beleza a mais,
Virando um cartão postal
Um símbolo de muita Paz.

Só que terminou o ano
E ele não inaugurou,
Por que não tinha energia
Pois a COSERN cortou,
Por falta de pagamento
Que o poeta comprovou.   05.

Quando lembro as belas árvores
Mim parte o coração,
Como foi que um Doutor
Fez tanta destruição,
Por falta de planejamento
Numa revitalização.

Nesse verso eu tentei
Minha raiva expressar,
Por mais uma coisa errada
Que aconteceu neste lugar,
Lugar que sempre defendo
Com certeza sem parar.

Vamos preservar nossa Praça
Com carinho e atenção,
E que jamais isso aconteça
Nessa nossa região,
Amada por Flávio Dantas
O Poeta do Povão.   06.

Nota em versos


Esse cordel foi escrito
Á alguns anos atrás,
Falando de nossa Praça
Que defendo até demais,
Local de tranquilidade
De amor e muita Paz.

Os anos foram passando
E a tristeza aumentou,
Pois mesmo ficando linda
A fonte logo se apagou,
E aquela água existente
Não subiu e logo secou.   07.




Até os postes de ferro
Da bela iluminação,
Os vândalos destruíram
Sem motivo e razão,
Isso tudo só por que
Nunca teve punição.

Eu olho e não entendo
Como esse cartão postal,
Vive no maior desprezo
Pelo poder municipal,
E por alguns populares
Na maior cara de pau.

Esse cordel é um alerta
Pra muitos da população,
Que esquecem que a Praça
É pra lazer e diversão,
Assim pensa Flávio Dantas
O Poeta do Povão.    08.


Flávio Dantas/  O Poeta do Povão
Jaçanã-RN
Blog:flaviodantasrn.blogspot.com
Tel:(84)  8841.9854 (84) 9643.9682
          O poeta nasceu na cidade de Campina Grande-PB, em 09/10/63,sendo filho de Edmundo Dantas e de Severina Medeiros, é casado com Lucicléa e tem um filho chamado Arthur.
          Sempre gostou de escrever em forma de poesias, mas, só a partir de 2002 é que começou a guardar seus trabalhos, ultrapassando hoje, mil e duzentos escritos. Esse é o de nº 383 impresso em cordel.
          Caro leitor, esse é mais cordel foi escrito à alguns anos, mas só agora estou passando pro livreto.

Apoio:
Casa do Cordel
Rua Severina Medeiros, 63
Centro
Jaçanã – RN       CEP: 59.225-000
“O Dia em Que Nossa Pracinha Chorou”.
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Coleção Própria  /  Cordel    383
Autor: Flávio Dantas
O Poeta do Povão
Jaçanã - RN/  13/04/2013.
Obrigado meu DEUS pelo Dom vida






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