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quinta-feira, abril 18, 2013

Do Caçuá da Poesia.



Meu velho rádio


Um companheiro do poeta
Que é quase inseparável,
É um moto-rádio à pilha
Que parece inquebrável,
Foi herança de meu pai
Com preço inestimável.

Comprado em setenta e quatro
Pai o usava no futebol,
E também lá pelo sítio
Era usado em sombra e sol,
Passando de pai pra filho
Parecendo um caracol.

Certo dia lá nas hortas
No tanque ele caiu,
De roupa mergulhei
Pancada ele não sentiu,
Pois no fundo eu esperava
Foi o poeta que o acudiu.

Meu velho rádio de pilha
Minha grande distração,
Companheiro com certeza
E fonte de inspiração,
Alegria pra Flávio Dantas
O Poeta do povão.


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