“De bicicleta pra moto,
O transporte da Serra”
Amigos
estou de volta
Pois eu
gosto dessa terra,
O tema
desta semana
Com
certeza não se encerra,
De bicicleta pra moto
É o transporte dessa Serra.
No
verso falo um pouco
Sem ter
medo de errar,
Do
começo até agora
As
coisas do meu lugar,
Começo
por bicicletas
E moto
pra completar. 01.
Se
lembre daquela queda
Que um
dia aconteceu,
Na
famosa bicicleta
Que
comprou ou que vendeu,
Pelas
ruas da cidade
Caminhos
que percorreu.
Vou
tentar mostrar no verso
A história
do povão,
Montado
em bicicleta
Com
muita satisfação,
Completando
com a moto
Com
prazer ou aflição.
Volto
aos anos cinquenta
Investigue
se quizer,
Das
antigas bicicletas
Nessa Serra do Cuité,
Vou
lembrar algumas marcas
E seja
o que Deus quizer. 02.
Bicicleta
como a Fliper
Guliver pode apostar,
A
famosa Mecsuisse
Que
alguém pôde comprar,
A Garriche e a Frandi
Que
tinha nesse lugar.
Depois
vinha a Monark
A Caloi chegou também,
Hoje
tem a Motambaike
Nas
ruas no vai e vem,
São
tantas as bicicletas
Na
Serra que quero bem.
O
passeio de bicicleta
Nos
causa satisfação,
Apesar
de algumas quedas
E
dorzinha de montão,
Bicicleta
é popular
É
transporte do povão. 03.
Bicicleta é saúde
Nunca
vai te fazer mal,
Menino
amarra lata
Pra
zuar em carnaval,
No momento
eu relembro
Do
freio contra-pedal.
Mas a
danada se quebra
E
precisa consertar,
A
primeira oficina
Que
teve nesse lugar,
Foi a
de Zé Valentím
Confira
se duvidar.
Seu Biba vendendo peças
Faz
tempo na profissão,
Começou
em sescenta e dois
Com
nossa população,
Ainda
hoje resiste
Apesar
da inflação. 04.
Ele
comprava em Campina
E disse
não esquecer,
Com o
tempo em Caicó
E Mossoró pode crer,
Guarabira e Natal
Ontém
vi ele dizer.
Com o
tempo com certeza
Aparece
vendedor,
Como o
amigo Mariano
Um cabra
trabalhador,
Clóvis de Seu Josué
Que
pouco tempo durou.
Oficinas
de bicicleta
Tem
muitas pode apostar,
Como a
de Dadá Moreira
E Lauro posso falar,
Mariano e Gilberto
Roberto pra completar. 05.
Tem
também Manoel Estevão
Um
amigo bem legal,
Ajeita
até o freio
Daquela
contra-pedal,
São
muitas as oficinas
Que já
era bem normal.
Seu Biba vendeu bicicleta
Com
certeza pro povão,
Orlando de Maximina
Era
aquela sensação,
Trazendo
da Sertaneja
À
dinheiro ou prestação.
Bicicleta
na história
Da
querida Jaçanã,
Bicicleta
tarde e noite
Até
mesmo dimanhã,
Bicicleta
para a prima
A
cunhada e a irmã. 06.
É um
sonho de criança
A sua
poder ganhar,
É útil
para o adulto
Transporte
pra trabalhar,
Pro
jovem é aparelho
Na hora
que quer suar.
O nosso
relevo é plano
Pra
bicicleta correr,
Nosso
povo tem orgulho
De usar
sem esquecer,
Bicicleta
meu transporte
Que
jamais vou esquecer.
De
bicicleta pra moto
Com Zundape e barulhão,
Cinquentinha no começo
Era uma
sensação,
Continue
a ler o verso
No
final me dê razão. 07.
Agora
falo de moto
Confira
o meu falar,
Começo
por vendedores
Conhecidos
no lugar,
No
começo Ivanildo
Você
pode apostar.
Roberto que vendeu peças
Canelinha ainda tem,
Gilliard, Tica
e Biba
Esse
ano ainda vem,
Bastinho e Gilberto
A quem
mando parabéns.
Neguinho vende as suas
Passe
lá que você ver,
Roberto de Zé dos Santos
Começando
a vender,
Agora
das oficinas
De
algumas vou dizer. 08.
Nego na Maria
Justino
Pro
poeta um amigão,
Silva na Manoel
Fortunato
Pra
você um freguêsão,
O Gilberto e o Roberto
Um do
outro é irmão.
Gilliard Moto Peças
Lá no Bairro São José,
Tem Sérgio e Rizomar Lopes
Consertando
o que tu quer,
Tem Vilmar e o amigo Tica
E Gato
tomando mé.
Pra
falar das nossas motos
Nós
temos que explorar,
São
detalhes que no verso
Eu não
paro de falar,
Agora
de moto-táxi
O poeta
vai citar. 09.
Com o Chico, o ex-correio
Trabalhando
sem correr,
Biliu, Zé e Estevão
Atendendo
com prazer,
Biduí, João
e André
Nesse
grupo podem crer.
Tem até
João
Pé-de-ferro
E Dedé bom cidadão,
Também Renner de Turuca
Destaque
em dar à mão,
Completando
com Ernesto
Trabalhando
pro povão.
Moto-táxi corre perigo
Você
pode apostar,
Seu Antônio de Chiquinho
Tá vivo
pra confirmar,
Mais
perdeu a sua moto
Pois
alguém foi lhe roubar. 10.
A moto é
um transporte
Uma
forma de andar,
A moto
só não dá certo
Pra
quem quer se amostrar,
O
destino tu já sabe
Não
adianta contar.
Engraçado
é quando a blits
Para
todos que vinher,
Pedindo
os documentos
E seja
o que Deus quizer,
Quase
todas atrasadas
É o jeito
andar a pé.
A sorte
é que a serra
É
cortada feito pão,
Motoqueiro
faz a curva
E some
no poeirão,
Precisa
de sua moto
Presa
não vai deixar não. 11.
Sabemos
que nossas motos
Com
cachaça não combina,
O ronco
da ambulância
Pra Natal ou pra Campina,
Socorrendo
os feridos
Pois
essa é sua sina.
É
triste ver em estrada
A
quantidade de cruz,
Com
morte de motoqueiro
Muita
vez por falta de luz,
Acidente
com cachaça
Nos
proteja, meu Jesus.
Se
beber guarde a moto
Peça
pra alguém te levar,
A moto
são duas rodas
Precisa
se equilibrar,
Se tu
morre com certeza
Nunca
mais irá voltar. 12.
Quem
sofre é a família
Com a
chegada do caixão,
O
cemitério não cabe
Com
certeza tá cheião,
Evite
essa desgraça
Pilote
com atenção.
Use
sempre capacete
Na hora
de pilotar,
Respeite
o seu limite
Que a
Lei mandar andar,
Com
isso a sua vida
Na
certa vai aumentar.
Jaçanã de bicicletas
Meio
século pra valer,
Jaçanã de suas motos
Que não
param de correr,
Jaçanã boa de morar
Com
certeza podem crer. 13.
Bicicletas como a Filipis
PSA
e Bristó,
Motos como a Cinquentinha
A XL dando um nó,
Transportes,
velocidade
Na
pedra que nem mocó.
De
bicicleta pra moto
Terminei
a narração,
História
dessa cidade
Que amo
de coração,
Na rima
de Flávio Dantas
O Poeta do Povão. 14.
03/08/2003.
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