Pages

terça-feira, março 19, 2013

Nos 40 anos de Jaçanã eu escrevi esse cordel.



“De bicicleta pra moto,
O transporte da Serra”




Amigos estou de volta
Pois eu gosto dessa terra,
O tema desta semana
Com certeza não se encerra,
De bicicleta pra moto
É o transporte dessa Serra.

No verso falo um pouco
Sem ter medo de errar,
Do começo até agora
As coisas do meu lugar,
Começo por bicicletas
E moto pra completar.     01.

Se lembre daquela queda
Que um dia aconteceu,
Na famosa bicicleta
Que comprou ou que vendeu,
Pelas ruas da cidade
Caminhos que percorreu.

Vou tentar mostrar no verso
A história do povão,
Montado em bicicleta
Com muita satisfação,
Completando com a moto
Com prazer ou aflição.

Volto aos anos cinquenta
Investigue se quizer,
Das antigas bicicletas
Nessa Serra do Cuité,
Vou lembrar algumas marcas
E seja o que Deus quizer.    02.

Bicicleta como a Fliper
Guliver pode apostar,
A famosa Mecsuisse
Que alguém pôde comprar,
A Garriche e a Frandi
Que tinha nesse lugar.

Depois vinha a Monark
A Caloi chegou também,
Hoje tem a Motambaike
Nas ruas no vai e vem,
São tantas as bicicletas
Na Serra que quero bem.

O passeio de bicicleta
Nos causa satisfação,
Apesar de algumas quedas
E dorzinha de montão,
Bicicleta é popular
É transporte do povão.    03.

Bicicleta é saúde
Nunca vai te fazer mal,
Menino amarra lata
Pra zuar em carnaval,
No momento eu relembro
Do freio contra-pedal.

Mas a danada se quebra
E precisa consertar,
A primeira oficina
Que teve nesse lugar,
Foi a de Zé Valentím
Confira se duvidar.

Seu Biba vendendo peças
Faz tempo na profissão,
Começou em sescenta e dois
Com nossa população,
Ainda hoje resiste
Apesar da inflação.     04.

Ele comprava em Campina
E disse não esquecer,
Com o tempo em Caicó
E Mossoró pode crer,
Guarabira e Natal
Ontém vi ele dizer.

Com o tempo com certeza
Aparece vendedor,
Como o amigo Mariano
Um cabra trabalhador,
Clóvis de Seu Josué
Que pouco tempo durou.

Oficinas de bicicleta
Tem muitas pode apostar,
Como a de Dadá Moreira
E Lauro posso falar,
Mariano e Gilberto
Roberto pra completar.    05.

Tem também Manoel Estevão
Um amigo bem legal,
Ajeita até o freio
Daquela contra-pedal,
São muitas as oficinas
Que já era bem normal.

Seu Biba vendeu bicicleta
Com certeza pro povão,
Orlando de Maximina
Era aquela sensação,
Trazendo da Sertaneja
À dinheiro ou prestação.

Bicicleta na história
Da querida Jaçanã,
Bicicleta tarde e noite
Até mesmo dimanhã,
Bicicleta para a prima
A cunhada e a irmã.     06.

É um sonho de criança
A sua poder ganhar,
É útil para o adulto
Transporte pra trabalhar,
Pro jovem é aparelho
Na hora que quer suar.

O nosso relevo é plano
Pra bicicleta correr,
Nosso povo tem orgulho
De usar sem esquecer,
Bicicleta meu transporte
Que jamais vou esquecer.

De bicicleta pra moto
Com Zundape e barulhão,
Cinquentinha no começo
Era uma sensação,
Continue a ler o verso
No final me dê razão.      07.

Agora falo de moto
Confira o meu falar,
Começo por vendedores
Conhecidos no lugar,
No começo Ivanildo
Você pode apostar.

Roberto que vendeu peças
Canelinha ainda tem,
Gilliard, Tica e Biba
Esse ano ainda vem,
Bastinho e Gilberto
A quem mando parabéns.

Neguinho vende as suas
Passe lá que você ver,
Roberto de Zé dos Santos
Começando a vender,
Agora das oficinas
De algumas vou dizer.    08.

Nego na Maria Justino
Pro poeta um amigão,
Silva na Manoel Fortunato
Pra você um freguêsão,
O Gilberto e o Roberto
Um do outro é irmão.

Gilliard Moto Peças
Lá no Bairro São José,
Tem Sérgio e Rizomar Lopes
Consertando o que tu quer,
Tem Vilmar e o amigo Tica
E Gato tomando mé.

Pra falar das nossas motos
Nós temos que explorar,
São detalhes que no verso
Eu não paro de falar,
Agora de moto-táxi
O poeta vai citar.        09.

Com o Chico, o ex-correio
Trabalhando sem correr,
Biliu,   e  Estevão
Atendendo com prazer,
Biduí, João e André
Nesse grupo podem crer.

Tem até João  Pé-de-ferro
E Dedé bom cidadão,
Também Renner de Turuca
Destaque em dar à mão,
Completando com Ernesto
Trabalhando pro povão.    

Moto-táxi corre perigo
Você pode apostar,
Seu Antônio de Chiquinho
Tá vivo pra confirmar,
Mais perdeu a sua moto
Pois alguém foi lhe roubar.   10.

A moto é um transporte
Uma forma de andar,
A moto só não dá certo
Pra quem quer se amostrar,
O destino tu já sabe
Não adianta contar.

Engraçado é quando a blits
Para todos que vinher,
Pedindo os documentos
E seja o que Deus quizer,
Quase todas atrasadas
É o jeito andar a pé.

A sorte é que a serra
É cortada feito pão,
Motoqueiro faz a curva
E some no poeirão,
Precisa de sua moto
Presa não vai deixar não.  11.

Sabemos que nossas motos
Com cachaça não combina,
O ronco da ambulância
Pra Natal ou pra Campina,
Socorrendo os feridos
Pois essa é sua sina.

É triste ver em estrada
A quantidade de cruz,
Com morte de motoqueiro
Muita vez por falta de luz,
Acidente com cachaça
Nos proteja, meu Jesus.

Se beber guarde a moto
Peça pra alguém te levar,
A moto são duas rodas
Precisa se equilibrar,
Se tu morre com certeza
Nunca mais irá voltar.  12.

Quem sofre é a família
Com a chegada do caixão,
O cemitério não cabe
Com certeza tá cheião,
Evite essa desgraça
Pilote com atenção.

Use sempre capacete
Na hora de pilotar,
Respeite o seu limite
Que a Lei mandar andar,
Com isso a sua vida
Na certa vai aumentar.

Jaçanã de bicicletas
Meio século pra valer,
Jaçanã de suas motos
Que não param de correr,
Jaçanã boa de morar
Com certeza podem crer.    13.

Bicicletas como a Filipis
PSA  e  Bristó,
Motos como a Cinquentinha
A  XL  dando um nó,
Transportes, velocidade
Na pedra que nem mocó.

De bicicleta pra moto
Terminei a narração,
História dessa cidade
Que amo de coração,
Na rima de Flávio Dantas
O Poeta do Povão.       14.






03/08/2003.

0 comentários:

Postar um comentário

 

(c)2009 Flávio Dantas. Based in Wordpress by wpthemesfree Created by Templates for Blogger