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sexta-feira, fevereiro 01, 2013

Lançamento em 2011.



“Nossa Senhora das Mercês,
Padroeira de Cuité”.



No cordel vem o registro
Cheio de história e fé,
Logo após o bicentenário
Onde não arredamos o pé,
Nossa Senhora das Mercês
Padroeira de Cuité.

Dividido em três partes
Um relato vou fazer,
Desde já eu agradeço
Para quem ouvir ou ler,
Esse simples documentário
Onde rimo com prazer.



1ª parte:  Histórico de Nossa Senhora das Mercês

                 01.



Essa história começou
No continente europeu,
Por volta do século doze
Que a Era Cristã conheceu,
Como país a Espanha
E jamais se esqueceu.                

A Espanha no momento
Pelos Mulçumanos dominada,
Com a sua população
De cristãos escravizada,
Era grande o sofrimento
Na história registrada.

A Espanha em sofrimento
Com os Mouros na invasão,
Grande parte dos espanhóis
Sofriam perseguição,
Esse povo que sofria
Com certeza era cristão.

Muitos eram aprisionados
E escravizados também,
Grande era o sofrimento
Com o povo no vai e vem,
Mas em breve surgiria
Uma esperança do bem.   02.

Pois numa noite Nossa Senhora
Em sonhos apareceu,
A três pessoas diferentes
Foi assim que aconteceu,
Começando a história
Que muita gente conheceu.    

Nesse sonho ela pedia
Para uma ordem se fundar,
E proteger os cristãos
Que sofriam sem parar,
Principalmente os escravos
As vítimas desse lugar.

Quanto aos três que sonharam
Eu trago em narração,
O primeiro um militar
Um defensor da nação,
O seu nome era Pedro
Que no sonho teve a visão.

E um importante teólogo
Foi o segundo que sonhou,
Seu nome era Raimundo
Que com o sonho se empolgou,
Com certeza outro escolhido
E o nome na história registrou.   03.

O terceiro foi  D. Jaime I
O próprio Rei de Aragão,
Outro que também sonhou
Teve Nossa Senhora na visão,
Começando com certeza
Essa história de devoção.         

E depois Pedro e Raimundo
Numa conversa casual,
Descobriram que o sonho
Para ambos foi bem igual,
Foram falar com o rei
Como seria normal.

Pois estavam decididos
Ao pedido atender,
Chegando ao rei descobriram
O mesmo sonho o rei ter,
Com isso estavam os três
Num caminho pro viver.

Um convento foi construído
Sob os auspícios do Rei de Aragão,
Pedro, mais tarde canonizado
Tornava-se santo com razão,
Como  São Pedro Nolasco
Com seu nome em oração.   04.

Na Ordem recém formada
Ele foi mestre geral,
E Raimundo tornou-se Santo
Com o tempo bem normal,
São Raimundo de Peñaforte
Com humildade total.               

Desse modo foi criada
Essa Ordem podem crer,
De Nossa Senhora das Mercês
Uma defensora do viver,
Para o Resgate dos Cativos
Parando assim de sofrer.

E do Papa recebeu
Logo a sua aprovação,
Se espalhando pela Europa
Chegando a muita nação,
Mais tarde pela América
Com o Cristão em devoção.

E foi no século dezessete
Que chegava ao Brasil,
No ano de trinta e nove
A fé o povo sentiu,
Nossa Senhora das Mercês
Nesse clima varonil.      05.

Foi pelo Belém do Pará
Que no Brasil desembarcou,
E assim como na Europa
Aos poucos se espalhou,
E milhares de devotos
Logo, logo conquistou.                  




2ª parte:  A chegada à Cuité.



Agora o poeta traz
Em forma de narração,
A chegada dessa Santa
Para nossa região,
Conquistando em pouco tempo
Muita gente em devoção.

Pra começo de conversa
Eu trago o fundador,
Do município de Cuité
Um homem forte de valor,
Que chegava a essas terras
Se apegando com amor.       06.

Era Caetano Dantas
Correia pra completar,
Que se instalava na região
Com poucos à habitar,
E seu nome na história
Com certeza iria marcar.

Das Milícias esse homem
Era um Tenente Coronel,
Era no século dezoito
E parecia estar no Céu,
De anos, era sescenta
Que relembro em cordel.     

Com uma fazenda de gado
Não queria ficar só,
E junto com sua esposa
Foi ao cartório de Piancó,
Pra lavrar uma escritura
E segurar feito um nó.

Isso em dezessete de julho
Em sescenta e oito pode crer,
Ainda século dezoito
E a razão vou dizer,
Era uma doação
Pra registro nesse viver.    07.

Dona Josefa Araújo
Esposa do Coronel,
Concordava e assinava
Com seu nome no papel,
Uma ação abençoada
Hoje lembrada em cordel.

Era meia légua de terras
Essa grande doação,
Para ficar para sempre
Na história da região,
E para o patrimônio da capela
Que teria sua formação.         

Na época esse lugar
Era Olho D’água de Cuité,
E eles pretendiam erguer
Uma capela de fé,
Em honra a nossa Santa
Que ficaria como é.

Essa escritura é considerada
Como uma certidão,
Do batismo de Cuité
Destaque na região,
Com Nossa Senhora das Mercês
Dando sua proteção.      08.

E foi ao redor dessa capela
Que o povoamento se iniciou,
Onde hoje é a cidade
Que muito se transformou,
Capela que foi matriz
Assim alguém me contou.

Os anos foram passando
Com o povoado crescendo,
Bem no alto dessa serra
Com fatos acontecendo,
E com certeza a capela
Não ia retrocedendo.       

A capela aqui erguida
De uma matriz era filial,
De Santa Ana de Caicó
Contavam o pessoal,
Santa Ana da Vila do Príncipe
Com devoção e moral.

Chegando o século dezenove
A paróquia seria erguida,
Nossa Senhora das Mercês
Jamais seria esquecida,
A paróquia era criada
Um marco em nossa vida.   09.

Foi dia doze de agosto
E de ano era o primeiro,
Um século que iniciava
Com esse evento verdadeiro,
Tava criada a paróquia
Nesse solo brasileiro.

Foi um bispo de Pernambuco
Por sua ordem pode crer,
Autorizando a paróquia
Num povoado a crescer,
E pra toda região
Com certeza um prazer.    

Foi Dom José Joaquim
De Azevedo Coutinho,
Que ordenou a paróquia
Na serra, nesse cantinho,
Nossa Senhora das Mercês
De todos tinha carinho.

E passando treze dias
A paróquia foi instalada,
Pelo Padre Manoel Fernandes
Numa ação coordenada,
Pra alegria do povoado
E da população animada.    10.


3ª parte:  A Paróquia





Agora o poeta fala
Em forma de narração,
Um pouco dessa paróquia
Destaque na região,
Onde Nossa Senhora das Mercês
Nos dá sua proteção.

Lembrando que na Paraíba
Só duas igrejas tem,
Dedicadas a essa Santa
Que sempre nos faz o bem,
Uma delas é a nossa
Que está de parabéns.    

A outra em João Pessoa
Lá na Rua Padre Meira,
Só que entre elas não sei
Com certeza a primeira,
Cada uma pode crer
Tem história verdadeira.   11.

Agora trago os padres
Que aqui fizeram história,
Enfrentando desafios
Conquistando a vitória,
Deixando o nome escrito
Em papel e na memória.

Primeiro Manoel Fernandes
Pimenta da Silva pra completar,
Depois veio Ignácio Pinto
De Almeida Castro à registrar,
Foram os dois primeiros padres
Você pode confirmar.

Terceiro Padre Francisco
Antônio Correia pode crer,
Seguido de Manoel da Costa
O Palmeira com prazer,
Mais dois padres na paróquia
Que não parava de crescer.       

Em quinto veio Manoel Jácome
Bezerra Cavalcanti à rezar,
Seguido de Joel Esdras
Lins Fialho à celebrar,
Com esses contamos seis
Todos puderam  se dedicar.   12.

Vem padre Francisco Torres
Que no nome tem Brasil,
Em seguida Ignácio Ibiapina
Pra esse clima varonil,
Da Silva Sobral completava
O seu nome no registro civil.

Padre Joaquim Teófilo Agra
Foi o nono em Cuité,
O décimo foi Antônio Augusto
P. de Souza e muita fé,
Celebravam nessa serra
Nos arredores e no pé.

Depois vem José Tiburcio
De Miranda um Mosenhor,
Vem Padre Luis Santiago
Que pro sisal deu valor,
Seu nome tinha de Moura
E celebrava com amor.         

Trago o décimo terceiro
Padre Virgilio Estanislau,
Com Afonso no seu nome
Pra ficar original,
E padre João M. Madruga
Na Segunda Guerra Mundial.   13.

Depois Padre José de Barros
Cuidadoso em casamento,
E veio Padre Boleslau
Biernaski no complemento,
Mais dois padres em Cuité
Que não caem no esquecimento.

Padre Antônio Apolinário
Com Batista na certidão,
Volta Boleslau Biernaski
Pra rezar com devoção,
Isso nos anos sescenta
Nessa nossa região.

José Rodrigues de Oliveira
Foi outro padre em Cuité,
Seguido de Donato Rizzi
Por vinte anos com fé,
O cuiteense se lembra
Não disse adeus, disse até.     

Vem Padre Valteir Campelo
Nome completado com Cabral,
Vem Padre Severino Firmino
Da Silva como é normal,
Mais dois padres em Cuité
Nesse clima fraternal.     14.

Vem Severino Silvestre
Que é da Silva também,
E chega Padre Luciano
Atual que a paróquia tem,
Ele é Guedes da Silva
E merece os parabéns.

Com vinte e sete comunidades
Hoje é a paróquia atual,
Sendo sete na cidade
Vinte na zona rural,
Fazendo o bem a todos
Com carinho especial.

No Centro tem a Matriz
Onde é grande a confiança,
Nossa Senhora da Conceição
Fica lá no Aliança,
Nossa Senhora das Graças
Na 25 de Janeiro com liderança. 

São Francisco no Eucalipto
Com seu povo em devoção,
São José na Bela Vista
Onde tem celebração,
Santo Antônio no Castelo Branco
Cumprindo sua missão.    15.

Santo Antônio no Sossego
No Melo é São José,
São Francisco no Bombocadinho
Com esperança e fé,
São Pedro no Maris Preto
Ligados a Serra do Cuité.

Santa Luzia em Cabaças
São Pedro no Bujari,
São Roque em Campo Comprido
Você pode conferi,
Nossa Senhora de Nazaré em Jacu
Que é mesmo que está aqui.

Nossa Senhora de Aparecida
Tem em Muralhas a devoção,
E já São João Batista
É presente no Algodão,
Também a Virgem dos Pobres
Tem na comunidade a devoção.   

São José no Bomsucesso
Todos voltados pro Céu,
E o São Miguel Arcanjo
É na comunidade São Miguel,
Santa Rita em Santa Rita
Citados nesse cordel.    16.

E São Luís com certeza
É no Assentamento São Luís,
E Santo Antônio é em três
Registro no verso que fiz,
Vão entrar na próxima estrofe
Confira o que o poeta diz.

No Assentamento Santo Antônio
E em Gameleira pode crer,
Completando Curral do Meio
Com devoção e prazer,
E Nossa Senhora das Mercês
Em todas pra você crer.

Agora o poeta traz
Em cada estrofe curiosidade,
Dessa paróquia querida
Bem no centro da cidade,
Onde Nossa senhora das Mercês
É nossa felicidade.                           

Curiosidades que são dados
Pra pesquisa nessa narração,
Ilustrando esse trabalho
Que é fruto de inspiração,
De um poeta matuto
Que transpira inspiração.    16.

O dia da padroeira
Com uma grande procissão,
É em vinte e quatro de setembro
Unindo toda a região,
Nossa Senhora das Mercês
Arrasta a multidão.

Esse ano teve festa
Com a paróquia em cenário,
Foi em doze de agosto
Com o grande aniversário,
A paróquia completo
O belo bicentenário.

Nossa Senhora das Mercês
Da Espanha pra Cuité,
Nossa Senhora das Mercês
Sinônimo de muita fé,
Brilha no alto da serra
Admirada sempre como é.   

A Diocese de Campina Grande
Essa paróquia é ligada,
E pelas forças do bem
Está sempre  abençoada,
E já passam de dois séculos
Que aqui tá implantada.    18.

Tem seguidores humildes
E importantes também,
E na festa com certeza
Os ausente sempre vem,
Agradecer a Nossa Senhora
Por tanto ela fazer bem.

Obrigado Flávio do Museu
Defensor da cultura popular,
E a meu amigo Demócrito Júnior
Grande escritor  do lugar,
Que procuraram esse poeta
Pra essa história narrar.

Nossa Senhora das Mercês
Foi  a grande  inspiração,
Na escrita desse cordel
Que leva a inspiração,
Do matuto Flávio Dantas
O Poeta do Povão.           19.







Oração a Nossa Senhora das Mercês


Virgem Maria, Mãe das Mercês,
com humildade acorremos a Vós,
certos de que não nos abandonais
por causa de nossas limitações e faltas.
Animados pelo vosso amor de Mãe,
oferecemo-vos nosso corpo para que o purifiqueis,
nossa alma para que a santifiqueis,
o que somos e o que temos, consagrando tudo a Vós.
Amparai, protegei, bendizei e guardai
sob a vossa maternal bondade a todos
e a cada um dos membros desta família
que se consagra totalmente a Vós.
Ó Maria, Mãe e Senhora nossa das Mercês,
apresentai-nos ao vosso Filho Jesus,
para que, por vosso intermédio
alcancemos, na terra, a sua Graça
e depois a vida eterna.
Amém!                                               20.



Hino De Nossa Senhora Das Mercês
1.Virgem Maria, Senhora das Mercês
Celestial libertadora dos cristãos.
Volve para nós teus olhos amorosos
És nossa mãe e somos todos irmãos.

Santa Mãe das Mercês, doce Rainha,
Te pedimos, com fervor.
Aos teus devotos, com carinho,
Derrama teu santo amor. (BIS)

2.Serva de Deus, esplendor da Igreja
Luz, esperança do povo cristão;
Nós, confiantes, te ofertamos
O nosso ser, nossa vida de coração.

3.Nos sofrimentos de nossa caminhada
Tu és auxílio, conforto e proteção,
Sustenta, pois, os irmãos do teu Filho,
Mãe das Mercês, Senhora da Libertação.

4.Tu és a porta para o céu aberta,
Tu és caminho que conduz a Jesus
Es a esperança dos homens oprimidos,
A fortaleza dos que sofrem sob a cruz        21..

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