“Os Três Pastorinhos de
Fátima”.
O poeta
chega em verso
Com uma
história genial,
Vai
contar na sua rima
De uma
forma natural,
A vida de
três crianças
Da
distante Portugal.
Falo de Lúcia e Jacinta
E de Francisco também,
Três
crianças portuguesas
Que relembro
muito bem,
Personagens
dessa história
Que em
rima agora vem.
Sendo Os Três Pastorinhos
Escolhidos
pra aparições,
De Nossa Senhora de Fátima
Tendo
nelas as atenções,
Esse
cordel é mais uma
De
centenas narrações. 01.
Elas eram
três crianças
Do campo
e nada mais,
Só faziam
a coisa certa
Viviam
com muita Paz,
Sempre
cuidavam das ovelhas
Com
certeza de seus pais.
Lúcia, menina bondosa
Com dez
anos de idade,
Muito
meiga e carinhosa
Era uma
capacidade,
Sabia
contar histórias
Trazendo
felicidade.
Os contos
de cavaleiros
Ela
contava muito bem,
Sobres
fadas e princesas
Ela
contava também,
Mas A Paixão de Cristo
Contava
como ninguém.
As
crianças da vizinhança
Adoravam
sua companhia,
Quando
estavam reunidas
Era
grande a alegria,
E na
história de Fátima
O seu
nome surgiria. 02.
Jacinta com sete anos
Sempre
gostava de dançar,
Era uma
prima de Lúcia
Que
adorava cantar,
Mas nas
histórias de Jesus
Chegava
até a chorar.
Cuidava
dos carneirinhos
Com um
carinho especial,
Abraçava-os
e beijava-os
De uma
forma genial,
Nisso
lembrava de Jesus
Ela
contou ao pessoal.
Francisco adorava pássaros
Defendendo
a natureza,
Defendia
os ovinhos
Pois o
ninho era uma beleza,
Alimentava
as aves
Com o
lanche da sua mesa.
Era um
menino educado
E muito
trabalhador,
Defendendo
os passarinhos
Com
carinho e com amor,
E
cuidando dos carneirinhos
Com sina
de um bom pastor. 03.
E já era
o século XX
No ano de
dezesseis,
Onde uma
chuva fina
Pegou
logo eles três,
E o local
do abrigo
Eu relato
pra vocês.
Foi na Loca do Cabeço
Uma gruta
conhecida,
Que
marcaria o começo
Da
mudança em cada vida,
Onde um Anjo apareceu
Praquela
turma escolhida.
Sem medo,
rezem comigo
Eu sou o Anjo da Paz,
Rezemos a
oração
E não
esqueçam jamais,
A partir
daquele dia
Elas
rezavam sempre mais.
Os meses
foram passando
E um dia
no Poço do Quintal,
Outra vez
o Anjo veio
Parecia
feito de cristal,
Aparecendo
aos Pastorinhos
Num
momento especial. 04.
Orai, e
orai muito
Façam
muitas orações,
Oferecei
ao Altíssimo
Todas as
suas devoções,
Orações e
sacrifícios
Sempre
com seus corações.
Rezando
na Loca do Cabeço
O Anjo apareceu outra vez,
Sendo a
terceira e última
Nas
aparições que fez,
Um
momento de emoção
Sem
importar dia ou mês.
Ele
ensinou aos pastores
Uma
oração naquele dia,
De Louvor a Santíssima
Trindade e a Eucaristia,
O Cálice e a Hóstia Sagrada
O Anjo também conduzia.
Depois
deu aos Pastorinhos
A Sagrada Comunhão,
Preparando
no momento
Cada um
bom coração,
Para os
momentos futuros
Citados
nessa narração. 05.
Foram
três aparições
Desse Anjo especial,
Que
preparou os Pastorinhos
Com uma
devoção genial,
Anjo refletindo luz
Parecia
feito de cristal.
Primeira aparição da Virgem:
“Rezem o Terço todos os Dias”.
E
passaram-se seis meses
Após a
última aparição,
Era um
tempo de tristeza
Em
Guerra, tinha nação,
Tempo da Primeira Guerra
Com o
mundo em confusão.
Na Serra da Cova da Íria
Os Pastorinhos brincavam,
Com o Céu limpo sem nuvens
Um
relâmpago lhes assustaram,
E o
caminho de casa
Bem
depressa eles pegaram. 06.
Sobre um Pé de Azinheira
Uma bela
senhora apareceu,
Toda
vestida de branco
Irradiando
luz se deu,
Os Três Pastorinhos a viam
E a Primeira Aparição aconteceu.
Apenas Lúcia escutava
A bela
senhora falar,
Venham
por seis meses seguidos
No dia 13, neste lugar,
Sempre
nesta mesma hora
Pois precisam
me escutar.
A Virgem perguntou a eles
Se
estavam dispostos à sofrer,
E a Deus os seus sacrifícios
Se
estavam dispostos à oferecer,
Eles
aceitaram prontamente
Ao que
vinhece acontecer.
Rezem o terço
todo dia
Buscando
alcançar a Paz,
Vamos
acabar com a Guerra
Pelo bem
comum dos demais,
Assim
pediu ali a Virgem
Para não
esquecerem jamais. 07.
As
crianças fizeram um pacto
De não
contar a aparição,
Jacinta contou aos seus pais
No mesmo
dia sobre a visão,
A
história se espalhou
Logo
naquela região.
Muitas
pessoas não acreditavam
E
começaram a caçoar,
A mãe de Lúcia preocupada
Quis sua
filha obrigar,
A
desmentir a história
Que
começou a se espalhar.
Mas Lúcia insistia
Que a
aparição era verdade,
Os Pastorinhos agora rezavam
Com mais
fé na realidade,
Conservando
com certeza
Uma total
humildade.
Segunda Aparição da Virgem:
“Um Coração Cercado de Espinhos”.
08.
E era 13 de junho
Quando a
bela senhora apareceu,
No ano de
dezessete
Onde tudo
aconteceu,
De pé
sobre a Azinheira
Na Cova da Íria se deu.
Além dos Três Pastorinhos
Cinquenta
curiosos também,
Na mão
direita da senhora
Os Pastorinhos viram bem,
O seu coração ferido
Pois
muitos espinhos tem.
São por
causa das maldades
Desse
mundo, podem crer,
Refletindo
a verdade
De quem
vive a sofrer,
Cada vez
mais Os Pastorinhos
Se
empenhavam pra valer.
Terceira Aparição da Virgem:
“O Segredo de Fátima”.
09.
No 13 do mês seguinte
Outra aparição
aconteceu,
Além dos Três Pastorinhos
Quinhentas
pessoas compareceu,
Sempre na
Cova da Íria
E a Virgem prometeu.
Em
outubro direi quem sou
O que
quero, vou falar,
Onde
farei um milagre
E todos
hão de acreditar,
Os Pastorinhos atentos
Jamais pensando
duvidar.
As três
crianças tiveram
Uma
terrível visão,
Vendo a
imagem do inferno
Com almas
sofrendo então,
Muito
fogo e demônios
Tristeza,
dor e aflição.
Com
grande tristeza, Maria
Nesse
momento falou,
Vistes
aqui o inferno
Onde
almas de pecadores chegou,
E para
salvar essas almas
Algumas
coisas acrescentou. 10.
Pois Deus quer estabelecer
No mundo
a devoção,
Entre
vocês muita fé
Ao Imaculado Coração,
Muitas
almas, terão Paz
Aumentando
a união.
Contou
coisas sobre o futuro
Guardem
em segredo, pediu,
Se as
pessoas não se arrependerem
Por tudo
em que feriu,
Tanto
guerras, como fome
Continuariam
a mais de mil.
Perseguições à igreja
Com o Papa à sofrer,
Até o Papa sendo morto
As
crianças puderam ver,
Muita
gente, junto dele
Elas
viram à morrer.
Mas
passadas essas coisas
Vejam que
o bem vencerá,
E sendo
que por fim
O meu Imaculado Coração Triunfará,
Por isso
a importância
Dos Pastorinhos se “dedica”. 11.
Lembrem
que décadas depois
Um homem,
o Papa feriu,
13 de maio de oitenta e um
E a
previsão se admitiu,
João Paulo II livrou-se da morte
Isso a
história garantiu.
Ao Santuário de Fátima
As balas João Paulo ofereceu,
Onde se
encontram até hoje
Quem
visitou, já conheceu,
Aquelas
balas desviadas
No fato
que aconteceu.
E para
consolar Jesus
E provar que
lhe amavam,
Os Pastorinhos com fé
Todos os
dias rezavam,
E muitas
vezes suas merendas
As
crianças pobres eles davam.
Eles
ajudavam os mais pobres
Sempre
com muita devoção,
Com isso
não se livraram
De muita
perseguição,
Pois até
como sacrifício
Eles pararam
na prisão. 12.
O Administrador da Vila Ourém
Que nem
em Deus acreditava,
Queria
que Os Pastorinhos
Desmentissem
a história que falava,
E um
plano ele montou
Numa
crueldade brava.
E foi no
dia marcado
Para a quarta aparição,
Que ele
atraiu Os Pastorinhos
Diretinho
pra prisão,
Enganando
os seus pais
Numa
grande enrolação.
Ele
queria que as crianças
Parassem
de inventar,
Pois
essas tais aparições
Precisavam
se acabar,
A prisão
foi uma forma
De tentar
intimidar.
Jacinta estava chorando
Sentindo a
sua cruz,
Francisco lhe acalentou
Foi pra
ela uma luz,
Oferecemos
o sacrifício
Pelos
pecadores, à Jesus. 13.
Com o
sino do meio dia
E não
podendo comparecer,
Ao
encontro com a Virgem
Por
estarem presas sem prazer,
O terço rezaram ali
Com
devoção, podem crer.
Os
prisioneiros com respeito
Acompanharam
a oração,
E por
três dias Os Pastorinhos
Permaneceram
na prisão,
E por fim
ameaçados
De serem
jogados num caldeirão.
Num
caldeirão com azeite fervente
O
administrador quis botar,
Cada um
dos Pastorinhos
Praquela
história desmanchar,
Nenhum
deles obedeceu
E ele
resolveu lhes soltar.
O povo se
revoltou
Com
aquela prisão cruel,
Muitos
passaram à acreditar
Nas
aparições vindas do Céu,
Que o
poeta retrata
Nessa
escrita em cordel. 14.
Quarta e Quinta Aparições.
Os Pastorinhos mesmo tristes
Por em 13 ela não aparecer,
Pensavam
que só em setembro
Voltariam
a senhora ver,
Só que dia dezenove
Outra
visão puderam ter.
Eles
estavam pastoreando
E Valinhos era o lugar,
Ela pediu
pra rezar muito
Fazei sacrifícios
por quem pecar,
Assim
pediu a Mãe de Deus
Com eles
à escutar.
No dia 13 de setembro
Noutro
encontro especial,
Vinheram
vinte mil peregrinos
De várias
partes de Portugal,
Presentes
na Cova da Íria
Quinta Aparição, já normal. 15.
Os
pedidos dos devotos
Pra Virgem, Lúcia apresentou,
Eram
curas pra doenças
E só
alguns ela curou,
Muita
gente acreditava
No que Os Pastorinhos contou.
Sexta e Última Aparição:
“O Dia do Grande Milagre”.
E era
chegado o dia
Da Última Aparição,
Mais de
cinquenta mil
Vinham
chegando em devoção,
Esperando
o grande milagre
Prometido
pra ocasião.
Debaixo
de forte chuva
Muitos
chegavam à pé,
Por
estradas lamacentas
Com
esperança e fé,
E junto a
Cova da Íria
Todos
estavam de pé. 16.
Mais de
cinquenta mil pessoas
Para
verem a aparição,
Os Três Pastorinhos temiam
O
enfurecimento da multidão,
Mas
estavam confiantes
E com muita fé em oração.
E
terminando o terço
Aos pés
daquela Azinheira,
Perceberam
a chegada
Da Virgem, tão verdadeira,
Ficaram
emocionados
Como
naquela vez primeira.
Quero que
façam aqui
Em minha
honra uma capela,
Sou a Senhora do Rosário
No
momento revelou ela,
Sendo ali
naquele momento
Pedidos e
revelações dela.
A Guerra vai acabar
E os
soldados voltaram,
Em breve
para seus lares
Pois
chega de aflição,
E a Virgem continuava
A falar
com mansidão. 17.
Prometeu
curar os doentes
Mas
precisavam mudar,
Pedir
perdão pelos pecados
E evitar
de pecar,
Jamais ofender à Deus
Pois vive
a se machucar.
A Virgem abriu as mãos
Raios
luminosos foram ao Céu,
Indo em
direção ao Sol
Hoje
lembrado em cordel,
Raios
brancos luminosos
Como a
beleza de um véu.
Lúcia gritou: Olhem o Sol
As nuvens
escuras se abrindo,
E um
imenso disco de prata
No
firmamento foi surgindo,
Girando
pelo espaço
Tornando-se
uma roda de fogo vindo.
Lançando
chamas vermelhas
Já em
muita direção,
Veio em
busca das pessoas
Muitos se
jogaram no chão,
O Sol retornou a seu lugar
Com festa
da multidão. 18.
O milagre havia terminado
Pra suas
casas o povo voltou,
E o Santuário de Fátima
No local se
edificou,
Até hoje católicos do mundo
Pelo Santuário já passou.
Passados
cerca de um ano
Da Última Aparição,
Francisco e Jacinta
Adoeceram
na ocasião,
Com a Gripe Espanhola
Que se
espalhava na região.
E
receberam em seus leitos
Um pouco
antes de morrer,
Novamente
a visita da Virgem
Lhes
dando esperança e prazer,
Em breve
virei lhes buscar
Terminando
na Terra o viver.
Em 13 de maio de dois mil
Eles
foram beatificados,
Em oração
com certeza
Pelos católicos são lembrados,
E hoje
pelo poeta popular
Na rima
foram citados. 19.
E Lúcia tornou-se freira
Difundindo
pelo mundo a cada dia,
A devoção que aprendeu
Pelo Imaculado Coração de Maria,
Faleceu
em dois mil e sete
Descansando
na Paz e na alegria.
Os Três Pastorinhos de Fátima
Foram
retratados em cordel,
Nessa
história tão bonita
Como a
beleza de um véu,
Pastorinhos que nos protegem
Ao lado de Fátima do Céu.
Aqui fica
um forte abraço
E o calor
do coração,
Do filho de Severina
Que por Fátima tinha devoção,
E se
assina Flávio Dantas
O Poeta do Povão. 20.
Oração do Anjo de Portugal:
Meu Deus,
eu creio, adoro, espero e amo-vos!
Peço-vos
perdão para os que não creem,
Não
adoram, não esperam
E não vos
amam!
28/10/2012.
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