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quarta-feira, janeiro 30, 2013

Lançamento. cordel nº 357.



“Os Três Pastorinhos de Fátima”.


O poeta chega em verso
Com uma história genial,
Vai contar na sua rima
De uma forma natural,
A vida de três crianças
Da distante Portugal.

Falo de Lúcia e Jacinta
E de Francisco também,
Três crianças portuguesas
Que relembro muito bem,
Personagens dessa história
Que em rima agora vem.

Sendo Os Três Pastorinhos
Escolhidos pra aparições,
De Nossa Senhora de Fátima
Tendo nelas as atenções,
Esse cordel é mais uma
De centenas narrações.   01.

Elas eram três crianças
Do campo e nada mais,
Só faziam a coisa certa
Viviam com muita Paz,
Sempre cuidavam das ovelhas
Com certeza de seus pais.

Lúcia, menina bondosa
Com dez anos de idade,
Muito meiga e carinhosa
Era uma capacidade,
Sabia contar histórias
Trazendo felicidade.

Os contos de cavaleiros
Ela contava muito bem,
Sobres fadas e princesas
Ela contava também,
Mas A Paixão de Cristo
Contava como ninguém.

As crianças da vizinhança
Adoravam sua companhia,
Quando estavam reunidas
Era grande a alegria,
E na história de Fátima
O seu nome surgiria.  02.

Jacinta com sete anos
Sempre gostava de dançar,
Era uma prima de Lúcia
Que adorava cantar,
Mas nas histórias de Jesus
Chegava até a chorar.

Cuidava dos carneirinhos
Com um carinho especial,
Abraçava-os e beijava-os
De uma forma genial,
Nisso lembrava de Jesus
Ela contou ao pessoal.

Francisco adorava pássaros
Defendendo a natureza,
Defendia os ovinhos
Pois o ninho era uma beleza,
Alimentava as aves
Com o lanche da sua mesa.

Era um menino educado
E muito trabalhador,
Defendendo os passarinhos
Com carinho e com amor,
E cuidando dos carneirinhos
Com sina de um bom pastor.  03.

E já era o século XX
No ano de dezesseis,
Onde uma chuva fina
Pegou logo eles três,
E o local do abrigo
Eu relato pra vocês.

Foi na Loca do Cabeço
Uma gruta conhecida,
Que marcaria o começo
Da mudança em cada vida,
Onde um Anjo apareceu
Praquela turma escolhida.

Sem medo, rezem comigo
Eu sou o Anjo da Paz,
Rezemos a oração
E não esqueçam jamais,
A partir daquele dia
Elas rezavam sempre mais.

Os meses foram passando
E um dia no Poço do Quintal,
Outra vez o Anjo veio
Parecia feito de cristal,
Aparecendo aos Pastorinhos
Num momento especial.  04.

Orai, e orai muito
Façam muitas orações,
Oferecei ao Altíssimo
Todas as suas devoções,
Orações e sacrifícios
Sempre com seus corações.

Rezando na Loca do Cabeço
O Anjo apareceu outra vez,
Sendo a terceira e última
Nas aparições que fez,
Um momento de emoção
Sem importar dia ou mês.

Ele ensinou aos pastores
Uma oração naquele dia,
De Louvor a Santíssima
Trindade e a Eucaristia,
O Cálice e a Hóstia Sagrada
O Anjo também conduzia.

Depois deu aos Pastorinhos
A Sagrada Comunhão,
Preparando no momento
Cada um bom coração,
Para os momentos futuros
Citados nessa narração.   05.

Foram três aparições
Desse Anjo especial,
Que preparou os Pastorinhos
Com uma devoção genial,
Anjo refletindo luz
Parecia feito de cristal.



Primeira aparição da Virgem:
“Rezem o Terço todos os Dias”.



E passaram-se seis meses
Após a última aparição,
Era um tempo de tristeza
Em Guerra, tinha nação,
Tempo da Primeira Guerra
Com o mundo em confusão.

Na Serra da Cova da Íria
Os Pastorinhos brincavam,
Com o Céu limpo sem nuvens
Um relâmpago lhes assustaram,
E o caminho de casa
Bem depressa eles pegaram.  06.

Sobre um Pé de Azinheira
Uma bela senhora apareceu,
Toda vestida de branco
Irradiando luz se deu,
Os Três Pastorinhos a viam
E a Primeira Aparição aconteceu.

Apenas Lúcia escutava
A bela senhora falar,
Venham por seis meses seguidos
No dia 13, neste lugar,
Sempre nesta mesma hora
Pois precisam me escutar.

A Virgem perguntou a eles
Se estavam dispostos à sofrer,
E a Deus os seus sacrifícios
Se estavam dispostos à oferecer,
Eles aceitaram prontamente
Ao que vinhece  acontecer.

Rezem o terço todo dia
Buscando alcançar a Paz,
Vamos acabar com a Guerra
Pelo bem comum dos demais,
Assim pediu ali a Virgem
Para não esquecerem jamais.  07.

As crianças fizeram um pacto
De não contar a aparição,
Jacinta contou aos seus pais
No mesmo dia sobre a visão,
A história se espalhou
Logo naquela região.

Muitas pessoas não acreditavam
E começaram a caçoar,
A mãe de Lúcia preocupada
Quis sua filha obrigar,
A desmentir a história
Que começou a se espalhar.

Mas Lúcia insistia
Que a aparição era verdade,
Os Pastorinhos agora rezavam
Com mais fé na realidade,
Conservando com certeza
Uma total humildade.



Segunda Aparição da Virgem:
“Um Coração Cercado de Espinhos”.

                                                           08.

E era 13 de junho
Quando a bela senhora apareceu,
No ano de dezessete
Onde tudo aconteceu,
De pé sobre a Azinheira
Na Cova da Íria se deu.

Além dos Três Pastorinhos
Cinquenta curiosos também,
Na mão direita da senhora
Os Pastorinhos viram bem,
O seu coração ferido
Pois muitos espinhos tem.

São por causa das maldades
Desse mundo, podem crer,
Refletindo a verdade
De quem vive a sofrer,
Cada vez mais Os Pastorinhos
Se empenhavam pra valer.



Terceira Aparição da Virgem:
“O Segredo de Fátima”.

                                                        09.

No 13 do mês seguinte
Outra aparição aconteceu,
Além dos Três Pastorinhos
Quinhentas pessoas compareceu,
Sempre na Cova da Íria
E a Virgem prometeu.

Em outubro direi quem sou
O que quero, vou falar,
Onde farei um milagre
E todos hão de acreditar,
Os Pastorinhos atentos
Jamais pensando duvidar.

As três crianças tiveram
Uma terrível visão,
Vendo a imagem do inferno
Com almas sofrendo então,
Muito fogo e demônios
Tristeza, dor e aflição.

Com grande tristeza, Maria
Nesse momento falou,
Vistes aqui o inferno
Onde almas de pecadores chegou,
E para salvar essas almas
Algumas coisas acrescentou.  10.

Pois Deus quer estabelecer
No mundo a devoção,
Entre vocês muita fé
Ao Imaculado Coração,
Muitas almas, terão Paz
Aumentando a união.

Contou coisas sobre o futuro
Guardem em segredo, pediu,
Se as pessoas não se arrependerem
Por tudo em que feriu,
Tanto guerras, como fome
Continuariam a mais de mil.

Perseguições à igreja
Com o Papa à sofrer,
Até o Papa sendo morto
As crianças puderam ver,
Muita gente, junto dele
Elas viram à morrer.

Mas passadas essas coisas
Vejam que o bem vencerá,
E sendo que por fim
O meu Imaculado Coração Triunfará,
Por isso a importância
Dos Pastorinhos se “dedica”.  11.

Lembrem que décadas depois
Um homem, o Papa feriu,
13 de maio de oitenta e um
E a previsão se admitiu,
João Paulo II livrou-se da morte
Isso a história garantiu.

Ao Santuário de Fátima
As balas João Paulo ofereceu,
Onde se encontram até hoje
Quem visitou, já conheceu,
Aquelas balas desviadas
No fato que aconteceu.

E para consolar Jesus
E provar que lhe amavam,
Os Pastorinhos com fé
Todos os dias rezavam,
E muitas vezes suas merendas
As crianças pobres eles davam.

Eles ajudavam os mais pobres
Sempre com muita devoção,
Com isso não se livraram
De muita perseguição,
Pois até como sacrifício
Eles pararam na prisão.  12.

O Administrador da Vila Ourém
Que nem em Deus acreditava,
Queria que Os Pastorinhos
Desmentissem a história que falava,
E um plano ele montou
Numa crueldade brava.

E foi no dia marcado
Para a quarta aparição,
Que ele atraiu Os Pastorinhos
Diretinho pra prisão,
Enganando os seus pais
Numa grande enrolação.

Ele queria que as crianças
Parassem de inventar,
Pois essas tais aparições
Precisavam se acabar,
A prisão foi uma forma
De tentar intimidar.

Jacinta estava chorando
Sentindo a sua cruz,
Francisco lhe acalentou
Foi pra ela uma luz,
Oferecemos o sacrifício
Pelos pecadores, à Jesus.  13.

Com o sino do meio dia
E não podendo comparecer,
Ao encontro com a Virgem
Por estarem presas sem prazer,
O terço rezaram ali
Com devoção, podem crer.

Os prisioneiros com respeito
Acompanharam a oração,
E por três dias Os Pastorinhos
Permaneceram na prisão,
E por fim ameaçados
De serem jogados num caldeirão.

Num caldeirão com azeite fervente
O administrador quis botar,
Cada um dos Pastorinhos
Praquela história desmanchar,
Nenhum deles obedeceu
E ele resolveu lhes soltar.

O povo se revoltou
Com aquela prisão cruel,
Muitos passaram à acreditar
Nas aparições vindas do Céu,
Que o poeta retrata
Nessa escrita em cordel.  14.



Quarta e Quinta Aparições.



Os Pastorinhos mesmo tristes
Por em 13 ela não aparecer,
Pensavam que só em setembro
Voltariam a senhora ver,
Só que dia dezenove
Outra visão puderam ter.

Eles estavam pastoreando
E Valinhos era o lugar,
Ela pediu pra rezar muito
Fazei sacrifícios por quem pecar,
Assim pediu a Mãe de Deus
Com eles à escutar.

No dia 13 de setembro
Noutro encontro especial,
Vinheram vinte mil peregrinos
De várias partes de Portugal,
Presentes na Cova da Íria
Quinta Aparição, já normal.  15.


Os pedidos dos devotos
Pra Virgem, Lúcia apresentou,
Eram curas pra doenças
E só alguns ela curou,
Muita gente acreditava
No que Os Pastorinhos contou.



Sexta e Última Aparição:
“O Dia do Grande Milagre”.



E era chegado o dia
Da Última Aparição,
Mais de cinquenta mil
Vinham chegando em devoção,
Esperando o grande milagre
Prometido pra ocasião.

Debaixo de forte chuva
Muitos chegavam à pé,
Por estradas lamacentas
Com esperança e ,
E junto a Cova da Íria
Todos estavam de pé.    16.

Mais de cinquenta mil pessoas
Para verem a aparição,
Os Três Pastorinhos temiam
O enfurecimento da multidão,
Mas estavam confiantes
E com muita fé em oração.

E terminando o terço
Aos pés daquela Azinheira,
Perceberam a chegada
Da Virgem, tão verdadeira,
Ficaram emocionados
Como naquela vez primeira.

Quero que façam aqui
Em minha honra uma capela,
Sou a Senhora do Rosário
No momento revelou ela,
Sendo ali naquele momento
Pedidos e revelações dela.

A Guerra vai acabar
E os soldados voltaram,
Em breve para seus lares
Pois chega de aflição,
E a Virgem continuava
A falar com mansidão.    17.

Prometeu curar os doentes
Mas precisavam mudar,
Pedir perdão pelos pecados
E evitar de pecar,
Jamais ofender à Deus
Pois vive a se machucar.

A Virgem abriu as mãos
Raios luminosos foram ao Céu,
Indo em direção ao Sol
Hoje lembrado em cordel,
Raios brancos luminosos
Como a beleza de um véu.

Lúcia gritou: Olhem o Sol
As nuvens escuras se abrindo,
E um imenso disco de prata
No firmamento foi surgindo,
Girando pelo espaço
Tornando-se uma roda de fogo vindo.

Lançando chamas vermelhas
Já em muita direção,
Veio em busca das pessoas
Muitos se jogaram no chão,
O Sol retornou a seu lugar
Com festa da multidão.  18.

O milagre havia terminado
Pra suas casas o povo voltou,
E o Santuário de Fátima
No local se edificou,
Até hoje católicos do mundo
Pelo Santuário já passou.

Passados cerca de um ano
Da Última Aparição,
Francisco e Jacinta
Adoeceram na ocasião,
Com a Gripe Espanhola
Que se espalhava na região.

E receberam em seus leitos
Um pouco antes de morrer,
Novamente a visita da Virgem
Lhes dando esperança e prazer,
Em breve virei lhes buscar
Terminando na Terra o viver.

Em 13 de maio de dois mil
Eles foram beatificados,
Em oração com certeza
Pelos católicos são lembrados,
E hoje pelo poeta popular
Na rima foram citados.     19.

E Lúcia tornou-se freira
Difundindo pelo mundo a cada dia,
A devoção que aprendeu
Pelo Imaculado Coração de Maria,
Faleceu em dois mil e sete
Descansando na Paz e na alegria.

Os Três Pastorinhos de Fátima
Foram retratados em cordel,
Nessa história tão bonita
Como a beleza de um véu,
Pastorinhos que nos protegem
Ao lado de Fátima do Céu.

Aqui fica um forte abraço
E o calor do coração,
Do filho de Severina
Que por Fátima tinha devoção,
E se assina Flávio Dantas
O Poeta do Povão.         20.

Oração do Anjo de Portugal:
Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos!
Peço-vos perdão para os que não creem,
Não adoram, não esperam
E não vos amam!

                                         28/10/2012.












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