“NORDESTE
DE PADRE CÍCERO, DE CORTEZ E DAMIÃO”.
Amigo que gosta de verso
Que conserva devoção,
Denílson pediu que Flávio
Fizesse à narração,
Nordeste de padre Cícero
De Cortez e Damião.
O Nordeste é diferente
Do restante do país,
Tem gente que fala pouco
E outros que nada diz,
Mas eu vou falar da crença
Nesses versos que eu fiz. 01.
Com certeza nosso povo
Tem à sua devoção,
Comprovando isso em missa
Em novena e procissão,
Nesse Nordeste querido
Nesse pedaço de chão.
Vou falar de Padre Cícero
Muita coisa vou contar,
Vou falar de Padre Cortez
E você vai me escutar,
Vou falar de Frei Damião
E você vai comprovar.
Começo por Padre Cícero
Pros lados do Ceará,
Cidade de juazeiro
Eu nunca andei por lá,
Padre Cícero foi até
Prefeito desse lugar. 02.
Foi também um conselheiro
De forma espiritual,
Ajudava o povo pobre
Muito simples, natural,
Celebrava casamento
Com festa pro pessoal.
Celebrava batizados
Com toda satisfação,
Tava presente em missas
Em festa e procissão,
Sua morte, à despedida
Foi só choro no sertão.
Juazeiro hoje tem gente
Vindos de todo lugar,
São grandes as romarias
Que ali vivem à passar,
Orando por Padre Cícero
Com reza ou com cantar. 03.
Padre Cícero o teu nome
É lembrado com louvor,
Padre Cícero espalhasse
Com certeza muito amor,
Padre Cícero tu partiste
Sem guardar nenhum rancor.
Agora falo de outro
Pois chegou à sua vez,
Acari é sua terra
Vou contar para vocês,
Um padre na nossa história
Chamado padre Cortez.
No Rio Grande do Norte
Escrevo e com razão,
O seu nome nessa história
Como o padre do povão,
E por onde celebrava
Era grande à multidão. 04.
Batizados e casamentos
Pregando sempre o bem,
Nas estradas do sertão
Era aquele vai e vem,
Foi até um deputado
Recebendo os parabéns.
Ele foi um deputado
Da forma estadual,
Defendendo o povo humilde
Dando força e moral,
Seu mandato com certeza
Foi de forma genial.
Eu lembro a Rádio Brejuí
E quem era o locutor,
A matriz de Santana lotada
Toda vez com muito amor,
Cortez ali celebrava
A missa do agricultor. 05.
Isso era em Currais Novos
Lá pras bandas do Sertão,
Padre Cortez celebrava
Para o povo, dava à mão,
Em julho, naquela festa
Era grande à procissão.
No ano dois mil e um
A tristeza foi total,
Todo o meu Sertão chorava
Durante o funeral,
Morria o padre dos pobres
Na cidade do Natal.
Na cidade de Florânia
O povo fez procissão,
Para visitar o monte
Que ele fez devoção,
Muita gente em romaria
Fazem à visitação. 06.
Ainda lembro em Jaçanã
Um dia que ele fez,
Uma missa em nossa igreja
Celebrada prá vocês,
O povo se encaminhava
Para ver Padre Cortez.
Padre Cortez um amigo
Do homem trabalhador,
Padre Cortez o deputado
Que foi grande lutador,
Padre Cortez um homem bom
Que espalhou só amor.
Agora chegou a vez
De rimar com emoção,
Ele nasceu na Itália
Vindo prá nossa nação,
Tu já sabe de quem eu falo
É de padrinho Frei Damião. 07.
Percorria o Nordeste
Para atender você,
Capuchinho nordestino
Um dia eu pude ver,
Em frente à nossa igreja
E nunca vou esquecer.
No lugar prá onde ia
Arrastava multidões,
Incansável em suas preces
Servindo as santas missões,
O povo lhe acompanhava
Fazendo as orações.
Visitando esse Nordeste
Andava sem se cansar,
O povo lhe adorava
Tinha fé ao lhe escutar,
Assim era Frei Damião
Que sua história pôde marcar.
08.
Lembro em noventa e setembro
Minha voz treme ao falar,
O nosso Padrinho morria
E o Nordeste à chorar,
A notícia se espalhou
Chegou à todo lugar.
Chorava menino e moça
O homem e a mulher,
Chorava aquele velhinho
Que nele tinha muita fé,
Chorava o nosso povo
Nessa Serra do Cuité.
A notícia se espalhou
Como nunca no Brasil
Foi tanto à divulgação
Como nunca ninguém viu,
Pois padrinho era querido
Nesse clima varonil. 09.
No Convento de São Félix
O povo te sepultou,
Na cidade de Recife
Onde muito ele orou.
O Bairro é o do Pina
Foi ali que ele ficou.
Ali ficou o seu corpo
Seu espírito está no Céu,
Olhando pelo Nordeste
Prá quem tiro meu chapéu,
E hoje é retratado
Pelo poeta no cordel.
Hoje fazem romaria
Para o túmulo visitar,
Vem gente de toda parte
Tem promessas prá pagar,
Um dia eu vou também
Prá Recife viajar. 10.
Falei do Frei Damião
De Cortez falei contente,
Não esquecí Padre Cícero
Lembrado por muita gente,
No Nordeste das romarias
Não faria diferente.
Agradeço à vocês
Que me deram atenção,
Mais um verso está escrito
Tirado do coração,
Na rima de Flávio Dantas
O Poeta do Povão. 11.
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A MAIOR FESTA DA REGIÃO.
12.
Casa do Cordel
Rua João Fernandes, 59
Jaçanã - RN
“Nordeste
de Padre Cícero, de
Padre Cortez eFrei
Damião”.
Autor: Flávio Dantas
O Poeta do Povão.
Coleção Própria
Cordel nº 014
Jaçanã – RN 2004
Flávio Dantas
O Poeta do Povão
Jaçanã –
RN
Email: flavio.domingos@yahoo.com
O Poeta nasceu na
cidade de Campina Grande-PB, em 09-10-63, sendo filho de Edmundo Dantas e de
Severina Medeiros, é casado com Lucicléa e tem um filho chamado Arthur.
Sempre gostou de escrever em forma de rima, tendo tendência pelo cordel,
e hoje já com um bom número de trabalhos, procura divulgar sempre que tem
oportunidade.
Esse trabalho retrata um pouco da história desses três religiosos, que
marcaram história no Nordeste brasileiro. Ou seja, Frei Damião, Padre Cícero e Padre Cortez.
Deixo aqui, minha gratidão à todos que me dão forças. Obrigado.


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