“Num Açaprão Sem Xerém”
A vida
do professor nos dias atuais.
Amigo
que me escuta
Ou
mesmo esse verso ler,
Aqui
faço um relato
Que
registrei ao escrever,
Falo de
homem e mulher
Nos
caminhos do saber.
Me
refiro ao professor
Que
vive no vai-e-vem,
O pai de
toda profissão
Onde
procura fazer o bem,
Professor
que hoje vive
Num açaprão sem xerém. 01.
Pois é
tanta violência
E tanta
enganação,
Que
deixa desanimado
Esse
herói da educação,
Por
isso eu lhe coloco
Hoje
preso num açaprão.
Sabemos
que o professor
É quem
ensina a ler,
Sabemos
que o professor
É quem
ensina a escrever,
Sabemos
que o professor
É o
caminho do saber.
Sabemos
que qualquer pessoa
Para
ter uma profissão,
É pelas
mãos de um professor
Que tem
sua formação,
E que o
professor é um amigo
Pronto
sempre a dar a mão. 02.
Mas o
tempo muda tudo
Até no
ramo de educar,
Infelizmente
o respeito
Tá
prestes à acabar,
E o
profissional professor
Não sei
onde vai parar.
Vou
tentar em algumas linhas
Falar
dos dias atuais,
Onde
nosso professor
Já perdeu
a sua PAZ,
Muitos
já estão parando
Sem
conseguir dar aulas mais.
O
professor perde à saúde
Tentando
ensinar bem,
Se
corre pro hospital
Plano
de saúde não tem,
Vira
sofredor de filas
Pois
sua vez nunca vem. 03.
Perdeu
a saúde em sala
Com os alunos
atuais,
Se um
dia ele foi mestre
Hoje é
o satanás,
E se
tentar revidar
Vira
assunto de jornais.
Se
convoca a família
É
grande o desprazer,
A mãe
diz na reunião
Que não
tem o que fazer,
E sobra
pro professor
O
pepino, pode crer.
O
professor é um sofredor
Na
educação atual,
O
aluno, um intocável
Como
algo especial,
Coitado
do professor
Quando
é assunto de jornal. 04.
Tem
colega professor
Que sua
voz já perdeu,
Tem
colega professor
Que a
vista já escureceu,
Tem
colega professor
Que de
ensinar esqueceu.
Muitas
vezes falta apoio
Por
parte da direção,
Que
joga todo pepino
Com
certeza em sua mão,
Nessa
hora ele se sente
Preso
nesse açaprão.
Muitas
vezes esse apoio
Não
encontra em ninguém,
Até
mesmo alguns colegas
As
costas viram também,
Deixando
o professor atual
Num açaprão sem xerém. 05.
Por
parte dos governantes
Aumenta
a aflição,
Entra
plano e sai plano
E é só
enrrolação,
O
discurso é bonito
Se
falam em educação.
Inventaram
o FUNDEF
Conversa
teve demais,
Temos
que admitir
Aumentou
alguns reais,
E nossa
educação
Melhorou
pouco demais.
Depois
veio o FUNDEB
Bandeira
de eleição,
O
professor se animou
Já
pensava em milhão,
Mas
quando ele acordou
Não
passou de um tostão. 06.
Hoje o
maior problema
Para o
nosso professor,
É o
clima de violência
Que
ultrapassou o amor,
Atrapalhando
o trabalho
Desse
grande trabalhador.
Muitos
casos com certeza
A droga
é a vilã,
Destruindo
nossos jovens
Tarde,
noite e dimanhã,
Jovem
que era do bem
Agora
do mal é fã.
Professor
é agredido
Algumas
vezes verbal,
Professor
é agredido
Com
violência corporal,
Professor
se torna réu
Em
assunto de jornal. 07.
O
professor que foi mestre
Que com
respeito era tratado,
Hoje
perde a moral
Por
muitos é desrespeitado,
É por
isso que seu sonho
É estar
aposentado.
Amigo
que me escuta
Ou
mesmo esse verso ler,
Defenda
o professor
Nos
caminhos do saber,
Pois o
mundo sem professor
É como vida sem viver.
Esse
trabalho é o desabafo
Com
certeza de alguém,
Que
também é professor
Sofrendo
no vai-e-vem,
E no
momento se acha
Num açaprão sem xerém. 08.
Flávio Dantas, O Poeta do Povão. 13/11/10.
Flávio
Dantas
O Poeta do Povão/Jaçanã-RN.
Email:
flaviodantas35@yahoo.com
O poeta nasceu na cidade de Campina
Grande-PB,em 09/10/63,sendo filho de Edmundo Dantas e de Severina Medeiros,é
casado com Lucicléa e tem um filho chamado Arthur.Desde dezembro de 1969 reside
em Jaçanã-RN.
Desde criança gosta de escrever
poesias,mas, só a partir de 2002 começou a guardar seus trabalhos,ultrapassando
hoje, mais de mil escritos,esse é o verso nº 163 impresso em cordel.
Esse cordel é o desabafo desse poeta que
também é professor, e como os colegas de profissão, está cada dia mais
preocupado com o futuro de nossa profissão.
“Num açaprão sem
xerém”
A vida do professor nos
dias atuais.
Coleção
própria = Cordel nº
163
Jaçanã-RN
/ novembro de 2010.
Autor:
Flávio Dantas, O Poeta do Povão.
“Obrigado
meu DEUS,pelo dom da VIDA”.
0 comentários:
Postar um comentário