“Na proteção de Santa
Rita”.
1ª parte: A História
Outra vez
estou escrevendo
Tendo
mote, tendo escrita,
Eu
escrevo porque gosto
Acho a
rima bonita,
Desta vez
na proteção
Agora de Santa Rita.
Primeiro
um breve histórico
Da
personagem em narração,
É Santa Rita de Cássia
Que
nasceu noutra nação,
E hoje é
adorada
Por dar
muita proteção.
Nascendo
no século treze
Em
oitenta e um podem crer,
Na cidade
de Roccaporena
Onde ali
pôde crescer,
O país
era a Itália
Que
registro ao escrever. 01.
A menina
era filha única
Com
certeza de um casal,
O pai Antônio Macini
Com um
amor genial,
A mãe Amata Ferri
Naquele
clima fraternal.
Cresceu Rita de Cássia
Cercada
de muito amor,
Casou-se
por obediência
Aos seus
pais pelo valor,
Paulo Fernandes, como esposo
Na pureza
de uma flor.
Ainda no
século treze
Aconteceu
seu casamento,
No ano de
noventa e nove
Que não
caiu no esquecimento,
Com
certeza para Rita
Foi muito
belo o momento.
O casal
teve dois filhos
Como
fruto desse amor,
O
primeiro João Tiago
Um rapaz
trabalhador,
O segundo
Paulo Maria
Outro
rapaz de valor.
Já era
século quatorze
Quando
veio a aflição,
Assassinaram
seu esposo
Pra sua
decepção,
De ano,
era dezessete
Naquela
mesma região. 02.
No mesmo
século quatorze
Em vinte
e um vou lembrar,
Ela
ingressou no convento
Pronta a
se dedicar,
Já tinha
quarenta anos
Passando muito à rezar.
O convento era em Cássia
Das Agostinianas com fé,
Uma
mudança em seu destino
Vejam só
como é que é,
Pois pra
proteger os justos
De lá ela
não arredava o pé.
Tinha sessenta
e um anos
O estigma de espinhos recebeu,
Numa Sexta-feira Santa
Esse fato
aconteceu,
Isso no
século quatorze
Em
quarenta e dois se deu.
Os anos
foram passando
E chegou
o triste dia,
A morte
de nossa Rita
Momento
sem alegria,
Era aos
setenta e seis anos
Que nossa
Santa falecia.
Dia vinte e dois de maio
O triste
fato aconteceu,
No ano de
cinqüenta e sete
Que o
devoto não esqueceu,
Isso no
século quatorze
Na
tristeza que se deu. 03.
Os anos
foram passando
Chega sua
beatificação,
Pelo Papa Urbano VIII
Noutro
século com razão,
Pois já
era o dezesseis
Aumentando
a devoção.
O ano era
vinte e sete
Fico
feliz ao narrar,
E com
certeza os anos
Continuavam
a passar,
Com
devotos pelo mundo
Em Rita à acreditar.
Ela foi canonizada
Em maio
de mil e novecentos,
Pelo Papa Leão XIII
Com
muitos acontecimentos,
Pois Santa Rita de Cássia
Ampara
muitos sofrimentos.
Muitos
séculos já passaram
E
continua a visitação,
Ao seu
corpo lá em Cássia
Itália, noutra
região,
São
devotos de todo o mundo
Pedindo sua
proteção.
Rita que foi filha
Que foi
esposa também,
Rita que foi mãe
Que foi
viúva do bem,
Rita que foi freira
Rezando
no vai-e-vem. 04.
Santa Rita é invocada
Pelos
devotos com fé,
Santa das causas impossíveis
Pessoas
oram ao seu pé,
Ela dá a
proteção
Não
importando a quem é.
Devotos
de Santa Rita
Pedem sua
proteção,
Pois as
causas impossíveis
Precisam
de sua mão,
Em todo
lugar do mundo
Em nossa
religião.
2ª parte: Santa Cruz
Agora o
poeta mostra
E você
vai confirmar,
A terra
do Santuário
Com
certeza esse lugar,
No Rio Grande do Norte
No Trairi, à prosperar.
Fundada
pelos Rocha Freire
Com Lourenço e João,
E o amigo
José Rodrigues
Aqui
nessa região,
Era o
início de Santa Cruz
Essa
cidade sensação. 05.
Isso no
século XVIII
Em vinte
e cinco com prazer,
Começava
uma história
De um
povoado à crescer,
Onde Santa Rita de Cássia
Seria
presente no viver.
Nossa primeira capela
A Santa Rita foi dedicada,
Sua primeira imagem
Lá no
Ceará foi buscada,
Só não
sei se adquirida
Por
doação ou comprada.
Foi a filha de José Rodrigues
Que
viajou para trazer,
Primeira
imagem da santa
Para o
nosso povo ver,
E o
primeiro nome do povoado
Eu agora
vou dizer.
Santa Rita da Cachoeira
Foi o
primeiro colocado,
No início
desse lugar
Que
estava sendo povoado,
Com as
bênçãos de Santa Rita
Nome que
seria mudado.
Pois
passou a Vila Trairi
Eu não
sei por que razão,
E Santa Cruz da Ribeira
Do Trairi, nome grandão,
E mais
nomes surgiriam
Confirme
na narração. 06.
Depois
passava a ser
Santa Cruz do Inharé,
Com a
proteção de Santa Rita
Pelos
devotos a fé,
Ao lado
do lindo monte
Com
certeza ao seu pé.
Por
definitivo passaria
A atual Santa Cruz,
Que
brilha no Trairi
Com sua
bondosa luz,
Nas
bênçãos de Santa Rita
Com
proteção de Jesus.
A criação da paróquia
No século
dezoito aconteceu,
Isso em
vinte e sete de março
Aquele
fato se deu,
No ano de
trinta e cinco
E alguém
em livro escreveu.
Com Santa Rita presente
Dando sua
proteção,
A cidade
ia crescendo
Com sua
população,
Cortada
por este rio
Em
oitenta e um, aflição.
Tô
falando da enchente
Que muita
casa levou,
As vidas
foram poupadas
Porque
alguém avisou,
E com
certeza Santa Rita
A sua mão
colocou. 07.
Estamos
localizados
Na
Borborema Potiguar,
Região do
Trairi
Local
ótimo pra morar,
No Rio Grande do Norte
Com
belezas pra mostrar.
Passa de
trinta e cinco mil
A sua
população,
No censo
dois mil e dez
Mesmo com
discordação,
Pois uns
acham ter mais
E fica a
discursão.
Santa Cruz de povo forte
E muito
hospitaleiro,
Povo
temente à Deus
E com
certeza verdadeiro,
Devotos
de Santa Rita
Nesse Nordeste brasileiro.
3ª parte: O Santuário.
O poeta
agora fala
Em forma
de narração,
Sobre o
nosso Santuário
Destaque
na região,
Onde Santa Rita de Cássia
Nos dá toda
sua proteção. 08.
O Alto de Santa Rita
É o nosso
Santuário,
Com um complexo turístico
Dando
beleza ao cenário,
Aqui
deixo o registro
Nesse meu
documentário.
Um
projeto elaborado
Muito bem
feito, por sinal,
Na gestão
de Luis Antônio
Teve o
ponta-pé inicial,
Esse
prefeito foi Tomba
Conhecido
do pessoal.
Isso em
dois mil e sete
Com
pessoas duvidando,
Concluído
em dois mil e dez
Com
pessoas admirando,
Gestão do
prefeito Péricles
Ao lado
de Tomba inaugurando.
Contando
com o apoio
Do Governo Estadual,
Com Vilma e Iberê
Que foram
fundamental,
Além do Governo Lula
Com Recurso Federal.
A Paróquia de Santa Rita
Teve
excelente participação,
Com o Padre Aerton Sales
E sua
dedicação,
E o Padre Valtair
Trabalhando
de coração. 09.
Alguns
dados importantes
O poeta
vai trazer,
Fazem
parte do registro
Que estou
a escrever,
Nesse meu
documentário
Para o
povo ouvir ou ler.
O arquiteto da estátua
Com
certeza o escultor,
Foi Alexandre Azevedo
Engenheiro
de valor,
Que
dedicou-se ao projeto
Trabalhando
com amor.
A arquiteta do complexo
Que
também botou a mão,
Se chama Adriana Alves
Que
trabalhou com dedicação,
Com Santa Rita de Cássia
Dando sua
proteção.
A empresa construtora
Que a
obra executou,
Foi a Construtora A. Gaspar
Que a
licitação ganhou,
O
resultado da obra
Quem
visitou, aprovou.
Cinquenta metros é a altura
Fora seis
do pedestral,
Ao todo cinquenta e seis
Numa obra
genial,
Conseguindo
o destaque
Hoje à
nível mundial. 10.
A cruz é de aço inox
Colocada
em sua mão,
Dez
metros de comprimento
Pra muita
observação,
Três mil
e duzentos quilos
É seu
peso, meu irmão.
E medindo
oito metros
Também
tem o resplendor,
Com sete
mil e trezentos quilos
Dá a ele
o seu valor,
É muito
grande a estátua
Adorada
com amor.
Com doze
metros e meio
Tem a palma na sua mão,
Demonstrando
o tamanho
Da
estátua e com razão,
Na imagem
de Santa Rita
Nos dando
sua proteção.
O poeta também
mostra
O que o complexo tem,
Pra
receber o romeiro
E
tratá-lo muito bem,
Pois
durante as romarias
Vai ser
grande o vai-e-vem.
Tem a Estátua de Santa Rita
Que nos
transmite muita PAZ,
Tem a capela pras missas
Organizada
por demais,
Tem a sala de promessas
Com
objetos sempre mais. 11.
Tem a praça do romeiro
Com vista
pra Santa Cruz,
Tem auditório bem amplo
Pra
reuniões, uma luz,
Tem restaurante e lanchonete
Pra onde
a fome nos conduz.
Tem lojinha bem sortida
Pra
lembranças se comprar,
Artigos religiosos
Pra com
carinho guardar,
Talvez um
dia esse cordel
Você
possa encontrar.
Tem banheiros bem cuidados
Pra
nossas necessidades,
Pra
atender os romeiros
De várias
localidades,
Precisam
ser conservados
Não ter
atos de maldades.
No complexo tem mirante
Com uma
visão especial,
Pra todo
lado belezas
Num clima
original,
Com o rio Trairi
Num
cenário genial.
Tem estacionamento
Muito
amplo, podem crer,
Pra automóveis e ônibus
E outro
que aparecer,
Lembrando
que lá em cima
Não podem
permanecer. 12.
O complexo foi construído
Tendo
muita rapidez,
Com
duração de dois anos
Parando
mais de uma vez,
Trabalho
que foi bem feito
Em toda
parte que se fez.
A
primeira missa celebrada
Padre Aerton celebrou,
Lá na praça do romeiro
E muita
gente escutou,
Em vinte
e um de abril
De dois
mil e nove que passou.
O Decreto do Santuário
Decretando
a criação,
Foi em
onze de outubro
Eu
relembro com emoção,
Do ano
dois mil e novembro
Oficializando
a construção.
Foi Dom Matias Patrício
Que no
ato decretou,
Estava
oficializado
E nosso
povo aprovou,
Documentando
o Santuário
E a
notícia se espalhou.
E foi
chegado o grande dia
Para ter
a inauguração,
Do Alto de Santa Rita
Destaque
na região,
Muita
gente visitando
E pedindo
proteção. 13.
Foi no
dia vinte e seis
E vinte e
sete também,
Junho de
dois mil e dez
Relembramos
muito bem,
Que o
complexo foi entregue
Merecendo
os parabéns.
Agora das
romarias
O poeta
vai falar,
Pois ao
todo já são cinco
Confira
se duvidar,
Com as
datas agendadas
Pra quem
quizer acompanhar.
A Romaria Eucarística
Realizada
em abril,
Vinte e
um e vinte e dois
De
romeiros, mais de mil,
Memória a
primeira missa
Que o
Santuário já viu.
Romaria de Santa Rita
No mês de
maio pode crer,
De treze
a vinte e dois
São
milhares com prazer,
É o mês
da padroeira
A cada
ano à crescer.
A Romaria Mariana
No mês de
julho acontece,
De
dezessete a vinte e dois
Romeiros
com muita prece,
E Nossa Senhora do Carmo
Por sua
festa agradece. 14.
A Romaria de Gratidão
Celebra o
aniversário,
Da
criação com certeza
Do nosso
belo Santuário,
Onze e
doze de outubro
Com
romeiros no cenário.
E a Romaria da Coroa
Acontece
todo mês,
Todo dia
vinte e dois
A data
não se desfez,
Muita
gente comparece
Pois não
esquecem a vez.
O Santuário tá pronto
Causando
muitas emoções,
Com
certeza atraindo
Nas
romarias multidões,
Com Santa Rita no alto
A Madrinha dos Sertões.
Foram
quase duzentos anos
Pra
chegar a isso aqui,
Uma
história sendo escrita
Pra hoje
se conferir,
Começou
com a capela
Na Malhada do Trairi.
O nosso Monte Carmelo
Hoje
brilha com a luz,
Que
ilumina a estátua
Um
destaque em Santa Cruz,
Nas
bênçãos de Santa Rita
E com
certeza de Jesus. 15.
Pra
chegar ao Santuário
No Paraíso vou passar,
De um
lado tem a ponte
Com nosso
rio a cortar,
Do outro
a Paraíba
Com uma
serra à brilhar.
Em Santa Cruz tu encontra
Um povo
hospitaleiro,
Um
comércio bem sortido
Para quem
trouxer dinheiro,
E um
cenário pra fotos
Num Santuário verdadeiro.
Duas
rádios na cidade
Fazem a
divulgação,
Uma
igreja muito linda
É templo
de oração,
Onde Santa Rita de Cássia
Nos dá a
sua proteção.
O turismo
religioso
Vai
crescer em Santa Cruz,
Até de
outros países
Romeiros
seguem essa luz,
Com
bênçãos de Santa Rita
E
proteção de Jesus.
O nosso Monte Carmelo
Já
recebeu Frei Damião,
Hoje é o Santuário
Da Madrinha do Sertão,
E é
registrado em cordel
Do Poeta do Povão. 18/04/11. 16.
Flávio Dantas
Jaçanã - RN
Email:
flaviodantas35@yahoo.com
O poeta é natural de Campina Grande-PB,
nascido em 09/10/63, sendo filho de Edmundo Dantas e de Severina Medeiros, é
casado com Lucicléa e tem um filho de nome Arthur. Desde de dezembro de 1969
reside em Jaçanã-RN.
Sempre
gostou de escrever rimas, mas só a partir de 2002 começou à guardar seus
trabalhos, ultrapassando hoje os mil escritos, sendo esse o de nº 188 impresso
em livreto de cordel.
Nesse
trabalho o poeta descreve em resumo, o Complexo
Turístico e Religioso Alto de Santa Rita de Cássia em Santa Cruz – RN.
Inaugurado em 2010.
“Na proteção de Santa Rita”.
Coleção
Própria / Cordel
nº 188
Jaçanã -
RN / Abril de 2011
Obrigado meu DEUS
pela vida.
Autor: Flávio Dantas
O Poeta do Povão
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