“O A.B.C. do
Cachaceiro”.
O poeta tá de volta
Pois gosta de escrever,
Tendo mote, vem o verso
Esse é o meu viver,
Mais de oitenta bebidas
Na rima eu vou dizer.
Trago outro alfabeto
Em forma de narração,
Tentando descontrair
Quem está na audição,
Ou mesmo se acaso ler
Os escritos por minha mão. 01.
O
ABC do Cachaceiro
É meu novo lançamento,
Pra cada letra uma bebida
Que pesquisei no momento,
Procurei bebidas alcoólicas
Com alegria ou sofrimento.
Começo com a letra A
Pois Amanssa-corno tem,
Aperitivo e Aguardente
Com muito álcool também,
E uma tal Absinto
Que fui lembrado por alguém.
No B
vamos ter Brejeira
Uma cana
de engenho,
Tem Batida
e Birita
Vontade de tomar não tenho,
E uma tal de Burrinho
Que pra lembrar logo venho. 02.
Já no C eu trago “Chopp”
Champagne e Coquetel,
Cinquenta
e Um e Cinzano
E Conhaque
com o mel,
Caranguejo
de Campina
Que pro forró é um Céu.
Ainda vem Caipirinha
Que é feita com limão,
Cerveja pra barrigudo
Catuaba pra ancião,
Cacetada e Casa Grande
Encontradas no balcão.
Ainda tem Caipiroska
Bebida com a letra C,
Ainda tem outra bebida
Que eu lembro pra você,
Que é o nosso Campari
Amargoso pra valer. 03.
Já no D vem Dona Encrenca
Que é gostosa demais,
Vem nosso Conhaque Dreher
Que quem bebe já quer mais,
Não esquecendo Dom Bosco
Para o velho e o rapaz.
Na letra E as bebidas
Eu trago em narração,
Em primeiro a Espumante
As vezes mela o balcão,
E Engenho
Velho com a fama
De trazer a tradição.
Ainda tem Engasga-gato
Que o poeta não conheceu,
Com certeza o seu trago
O poeta não bebeu,
Mais tem muito Cachaceiro
Que ela não esqueceu. 04.
No F
Fogo Paulista
Que dá
fogo pra valer,
Fazendinha outra cana
Pra quem gosta de beber,
E ainda Fazenda Nova
Que eu não iria esquecer.
No G
eu trago Gostosa
E também eu trago Gim,
Tem Guaracy
sem ser índia
É uma bebida sem fim,
Essas são da letra G
Como uma flor no jardim.
No H
encontrei uma
Uma tal de Hidromel,
Garanto, eu não conheço
Mais procurar é meu papel,
E Pra quem gosta de bebida
Um litro é um troféu. 05.
Já no I eu trago Ice
Pra mulher especial,
Também trago outra bebida
É a nossa Imperial,
São bebidas
do Brasil
Com a marca nacional.
Jureminha e Jurubeba
No J
posso beber,
Sendo cachaça ou vinho
No bar
nós podemos ver,
São mais duas que encontrei
Na hora de escrever.
No K
eu encontrei uma
Dizem ter noutro país,
Uma tal de Keep Coller
É assim que o povo diz,
E hoje tá registrada
Nesse verso que eu fiz. 06.
No L
Leite de Onça
Uma bebida de valor,
E quando nasce um bebê
Na casa tem o Licor,
São mais duas que encontrei
Nas pesquisas de rimador.
Chegando na letra M
Eu lembro logo de Mé,
De Montila
e Martine
De Matuta
como é,
Maribunda e Mazile
Que desequelibra o pé.
No M
também tem Menta
Meropéia e Machão,
Bebida
lembra cachaça
E lembra pé-de-balcão,
Cachaça lembra Cachaceiro
Que tem em toda região. 07.
No N
encontrei uma
Engraçada por demais,
É uma tal de Nabunda
E o Cachaceiro
quer mais,
Essa letra é difícil
Mas não ficaria fora jamais.
No O
eu trago Orlof
Uma Vodka
pode crer,
Gostosa com laranjada
Misturada pra beber,
Foi só uma nessa letra
Pro poeta escrever.
Já no P tem a Papuda
A Pau-dentro
e a Pitú,
Tem nossa famosa Pinga
De tira-gosto o caju,
Tem Paturí
e Porrinha
E Pau-do-índio
pra tu. 08.
No Q
temos o Quentinho
E com certeza o Quentão,
Tem o Quinta do Morgado
Vinho de outra região,
Que hoje está lembrado
Pelo Poeta do Povão.
No
R
Raiz-de-pau
Rabo-de-galo e Rainha,
A Russon
que é uma Vodka
E não é mentira minha,
Tem o Rum e Red Bull
E tira-gosto de galinha.
No
S tem Serra
Preta
E Serra
Limpa também,
Tem o velho São João da Barra
Apreciado por alguém,
E a Sidra
pro Natal
Que pouco álcool ela tem. 09.
Ainda tem Sapupara
Que alguns gostam de beber,
Ainda tem Samanaú
Que lembrei ao escrever,
Completando tem Saquê
Eu não conheço pode crer.
No
T temos a Tequila
Com fama pode apostar,
Da região a Triunfo
Com Areia
à fabricar,
São duas da letra T
Confira se duvidar.
No
U eu encontrei uma
E muito trabalho deu,
É a Urina
de Santo
Não sei se tu já bebeu,
E hoje esse poeta
O seu nome escreveu. 10.
No
V tô trazendo Vinho
Lembro de uva e caju,
Trago Vodka e Volúpia
É pra mim e para tu,
Trago o Velho Barreiro
Com tira-gosto de caju.
No
W tem o velho Wisque
E no
X tem a Xuá,
No
Y a Ypioca
Das bandas do Ceará,
E no
Z tem a Zinebra
Que tu não troca por chá.
O
ABC do Cachaceiro
Tem outras bebidas mais,
Quem sabe noutro cordel
Um dia trago as demais,
Pois as que eu citei agora
Tu não esquece jamais. 11.
Cachaceiro quer cachaça
E tira-gosto
também,
Cachaceiro vive em bar
Na companhia de alguém,
Cachaceiro vira pé-inchado
E a cirroze
logo vem.
Cachaça tem em buteco
Em mercadinho e bar,
Cachaça tem em todo canto
Para quem quizer tomar,
Até pra amansar corno
Quando a mulher lhe deixar.
Esse é mais um trabalho
Escrito na narração,
De quem não é Cachaceiro
Mas transpira inspiração,
É o poeta Flávio Dantas
O
Poeta do Povão. 12.
Flávio Dantas
Jaçanã - RN
Email: flaviodantas35@yahoo.com
O poeta é natural de Campina Grande-PB, nascido em
09/10/63, sendo filho de Edmundo Dantas e de Severina Medeiros, é casado com
Lucicléa e tem um filho de nome Arthur. Desde de dezembro de 1969 reside em
Jaçanã-RN.
Sempre gostou de escrever rimas, mas
só a partir de 2002 começou à guardar seus trabalhos, ultrapassando hoje os mil
escritos, sendo esse o de nº 185 impresso em livreto de cordel.
É mais um trabalho onde o poeta tenta
divulgar as nossas tradições, numa linguagem de fácil aceitação.
Nele contei com a ajuda de alguns
amigos durante a pesquisa. Muito grato.
“O ABC do
Cachaceiro”.
Capa: Budega Véia, Festa do Boi, Parnamirim - RN
Coleção Própria
/ Cordel nº 185
Jaçanã - RN
/ Abril de 2011
Obrigado meu DEUS pela vida.
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