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segunda-feira, março 11, 2013

Saudades do que passou.



Enterro em rede


Certo dia eu recordava
De coisas que já passou,
E com certeza o tempo
Ao todo não apagou,
Mesmo sendo só lembrança
Que o poeta recordou.

Hoje quando morre alguém
Bem feito é o caixão,
A família sempre compra
Depende da condição,
Ou recebem de algum órgão
Na hora da precisão.

Mais antes era difícil
Quando um pobre ia morrer,
O caixão não se comprava
Nem tinha para ceder,
O enterro era em rede
Balançando pra valer.

Garanto que o poeta
Usando à recordação,
Ainda viu enterro em rede
Nessa nossa região,
No balanço do defunto
Pendurado num cambão.

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