“Palhoça de Luís, Quem nunca passou por lá”
Amigos é com alegria
Que agora vou rimar,
Fazendo um breve relato
Mostrando um belo lugar,
A palhoça de Luís
Quem nunca passou por lá.
Na querida Jaçanã
Ela é tradicional,
Já são mais de 30 anos
Forró, samba e carnaval,
Com Luis fazendo o bem
E nunca fazendo o mal. 01.
É um ponto de encontro
De nossa população,
Ali surgiram romances
Começo de união,
Também teve as pernas duras
Do poeta do povão.
O terreno foi doado
Pelo ex-prefeito Manoel,
No início dos anos setenta
Na Jaçanã, que já foi mel,
Luis com muita alegria
Parecia estar no céu.
Quando ela foi aberta
Era muito social,
Não entrava qualquer um
Se não tivesse moral,
Nem tão pouco uma criança
A não ser em carnaval. 02.
Porteiro tinha Vadinha
Hoje na recordação,
E Arlindo esquisito
Com a fama de brabão,
Os dois botavam respeito
Evitando confusão.
Era sempre casa cheia
Com a semana no final,
Pertinho ficava o campo
Mais adiante o matagal,
Ainda lembro as fantasias
Nos tempos de carnaval.
Nessa época um fato triste
Que não gosto de lembrar,
Foi uma briga gigante
Com um tal de outro lugar,
Adalberto e o sargento Orlando
Foi cacete sem parar. 03.
Nivaldo vendo aquilo
Disse outra vou fazer,
Na saída pra Floresta
Outro prédio ia erguer,
Com o nome de Cabana
Que até hoje podemos ver.
A cabana virou tradição
E a palhoça veio a fechar,
Mais o povo reclamava
Ela tinha que voltar,
E do Rio um tal Zerino
Acabava de chegar.
Zerino falou Luís
Vamos abrir o salão,
Pois eu tenho muita idéia
Pra essa população,
Me alugue e com certeza
Resgataremos a tradição. 04.
Zerino abria as portas
Na certa o povo voltou,
Inventou a tal batida
Que muita gente embebedou,
Até mesmo esse poeta
A danada derrubou.
Surgiu até uma música
Um forró animadão,
Comparando a palhoça
Com a cabana meu irmão,
A letra desse forró
Foi do poeta do povão.
Nessa época do Zerino
O espaço duplicou,
No aluguel era descontado
E o Luís concordou,
O povo foi testemunha
O quanto que melhorou. 05.
Depois veio o Leó
E Luís saudoso irmão,
Que alugaram a palhoça
Mantendo a tradição,
Com falhas e com acertos
Deram a contribuição.
Moreno alugou um pouco
E também pôde mudar,
Com ajuda de Dedé Farias
Ex-prefeito do lugar,
Moreno o da favada
Conhecido no lugar.
Nessa fase de aluguel
Romildo também passou,
Mais um grande desmantelo
Que o poeta lembrou,
Foi no tempo do Francisco
Que muito desmantelou. 06.
Quando desligava o som
Tinha sinuca e mulher,
Incomodava a vizinhaça
Que chamava de cabaré,
Isso tudo em Jaçanã
Nessa Serra do Cuité.
Palhoça que também teve
O amigo Ribaçã ,
Cuidava bem direitinho
Tarde, noite, dimanhã,
Nessa Serra do Cuité
Na querida Jaçanã.
Mas sabemos que a palhoça
É tua cara Luís,
Com o tempo tu retornasse
Porque o povo te quis,
Quando você esta na palhoça
O teu semblante é feliz. 07.
Agora algumas coisas
Da palhoça vou lembrar,
Desde já eu agradeço
Por você ler ou escutar,
Pois Poeta é assim
Não para de observar.
Relembro os carnavais
Com alegria e prazer,
Pro adulto as noitadas
Pras crianças o matinê,
Tudo com todo respeito
Dava gosto de ver.
O forte dessa palhoça
Com certeza é o forró,
Pois se dança agarrado
Não podendo ficar só,
Dançar solto só carnaval
Com serpentina e pó. 08.
Outro fato interessante
Que não podemos esquecer,
Foi no começo da palhoça
Com as moças pode crer,
Novinhas lá não entravam
Para não comprometer.
Palhoça que Luís cede
Pras quadrilhas ensaiar,
Também pra aniversários
Ele dá sem alugar,
Pois tem o maior prazer
Em nosso povo ajudar.
Já são mais de trinta anos
Alegrando jaçanã,
Quando a festa é bacana
Só termina de manhã,
É por isso seu Luís
Que tanta gente é fã. 09.
Jaçanã já teve assustado
Onde tinha animação,
Na saida pra Floresta
Já teve Napolião,
Mas a palhoça de Luís
Não perde a tradição.
Jaçanã já teve mine-clube
Para seu jovem dançar,
Jaçanã teve forró da pêa mole
Para o velho se animar,
Jaçanã tem a palhoça
Que nunca vai se acabar.
Seu Luís é respeitado
Como amigo e professor,
Seu Luís é na palhoça
Cabra forte de valor,
A palhoça é sua cara
Expressa o seu amor. 10.
Ontem passei na cabana
Não tinha quase ninguém,
Na palhoça de seu Luís
Garanto passei também,
Forró e gente dançando
Por isso dou parabéns.
As vezes tem uma briguinha
Que começa a agitar,
O camburão logo encosta
Para o brabão acalmar,
E o forró continua
Com Seu Luiz a comandar.
Essa simples homenagem
Escrevi de coração,
Mostrando a palhoça de Luís
Que não deixa a tradição,
Local que teve Flávio Dantas
O poeta do povão. 11.
Casa do Cordel
Rua João Fernandes, 59
Jaçanã - RN
Email:
flaviodantas35@Yahoo.com
12.
Flávio Dantas
O Poeta do Povão
Jaçanã-RN
Email:
flaviodantas35@yahoo.com
O poeta nasceu na cidade de Campina Grande-PB, em 09/10/63,sendo filho
de Edmundo Dantas e de Severina Medeiros, é casado com Lucicléa e tem um filho
chamado Arthur.
Sempre gostou de escrever em forma de
poesias, mas, só a partir de 2002 é que começou a guardar seus trabalhos,
ultrapassando hoje, mil escritos. Esse é o 140º impresso em cordel.
Esse é mais um cordel de minha autoria
que mostra um local tradicional na cidade de Jaçanã – RN, que é a palhoça de
Luís, local de encontro de pessoas nos finais de semana, desde os anos 1970.
Como atração um forrozinho agarrado.
“Palhoça de Luís, Quem nunca passou por lá”

Coleção Própria
Cordel nº 140
Autor:
Flávio Dantas
O Poeta
do Povão
Jaçanã-RN /
março de 2010.
Obrigado
meu DEUS,
Pelo
dom da vida.
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