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segunda-feira, fevereiro 25, 2013

Num Caçuá de Poesias.



Mais uma do Caçuá de Poesias.

“Vida de Cachaceiro”.
  


A vida de cachaceiro
É complicada demais,
Tem a parte da alegria
A do sofrimento atrás,
O coitado com certeza
Dificilmente tem PAZ.

Cachaceiro de carteira
Antes do raiá do dia,
Fica em porta de bar
Feito um gato que mia,
Só espera ele abrir
Prá sair da agonia.        01.
Quando o dia amanhece
Sua boca nem lavou,
Com certeza uma de cana
Na boca ele botou,
O tira-gosto é outra dose
Que um político pagou.

Assim passa todo o dia
O coitado cachaceiro,
Só vive de goderar
Por que nunca tem dinheiro,
Fim de rua ou uma moita
Na certa é seu banheiro.

Sua casa é um bar
Sua escora é um balcão,
A comida é laranja
Caju cortado ou limão,
O destino é a cirroze
Em seguida o caixão.     02.
E quando enche o cú de cana
Se transforma num ricão,
Se passa uma mulher
Ele vira um garanhão,
E se pinta uma briga
Ele é o valentão.

Mas nunca leva vantagem
O coitado cachaceiro,
Nunca vai ser um ricão
Pois ele não tem dinheiro,
Não arranja uma mulher
Pois tem fama de checheiro.

Não leva vantagem em briga
Leva soco e empurrão,
É um saco de pancada
Pro verdadeiro valentão,
E no fim o seu transporte
É ambulância ou camburão.    03.
A vida do cachaceiro
É um dilema sem fim,
Com certeza não tem flores
Do lado do seu jardim,
Um destino como esse
Eu não quero para mim.

Se tinha uma família
A muito tempo perdeu,
Por que não agüentaram
O trabalho que ele deu,
A família passa a ser
Aquele buteco seu.

A vida do cachaceiro
É cheia de aflição,
Ainda bem que o AA
Salvou muito cidadão,
Alguns casos comprovados
Pelo Poeta do povão.           04.
Flávio Dantas
O Poeta do Povão/Jaçanã-RN.
Email:  flaviodantas35@yahoo.com
     O poeta nasceu na cidade de Campina Grande-PB,em 09/10/63,sendo filho de Edmundo Dantas e de Severina Medeiros,é casado com Lucicléa e tem um filho chamado Arthur.Desde dezembro de 1969 reside em Jaçanã-RN.
     Desde criança gosta de escrever poesias,mas, só a partir de 2002 começou a guardar seus trabalhos,ultrapassando hoje, mais de mil escritos,esse é o verso nº 169 impresso em cordel.
          Esse é mais um cordel onde o poeta tenta levar um pouco de descontração aos seus leitores.
          Se por acaso você se parecer com os fatos narrados nele, será mera conscidência.
Abraço à todos.
“Vida de Cachaceiro”.



Coleção própria    =    Cordel nº  169
Jaçanã-RN/ dezembro de 2010.
Autor: Flávio Dantas, O Poeta do Povão.
“Obrigado meu DEUS,pelo dom da VIDA”.












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