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domingo, janeiro 20, 2013

Coisas da Serra do Cuité.

Eu tava na peneira, eu tava peneirando


Quando falo de peneira
Lembro casa de farinha,
Recordo alguém peneirando
Lembro da goma branquinha,
Transformando a mandioca
E não é mentira minha.

Mandioca no roçado
A semente é um cambão,
Transportada em “caçoá”
Charrete ou carro de mão,
Na casa a mulher espera
Trazendo a faca na mão.

Na casa tem raspadeira
E um homem pra moer,
Um forte pra imprensar
Pra manipoeira escorrer,
Alguém peneirando a massa
Pra no forno alguém mexer.

Nossas casas de farinha
Muitas na recordação,
Casas com até namoro
Fazendo até união,
Tendo até esse poeta
Numa delas na região.

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