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quarta-feira, janeiro 01, 2014

Janeiro/2014, Num Caçuá de Poesias!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

1º de trinta e um cordéis que lançarei em janeiro de 2014. (um por dia).

“Voltando Pro Meu Passado”.


Em primeiro de janeiro
Escrevendo não estou só,
Não falta inspiração
Nem rima nesse gogó,
Voltando pro meu passado
Não tem sujeira de lado
Nem de cocaína é o pó.

Hoje cedo eu matutava
Com vontade de escrever,
Enquanto muitos descansam
Passaram a noite à beber,
Eu estou muito feliz
Escrever agora eu quis
Pois é esse o meu viver.
01.

Vou voltar pro meu passado
Nos anos setenta em Jaçanã,
Cidade que eu defendo
E com certeza sou fã,
No alto da serra brilhando
Um ano novo festejando
No clarear da manhã.

Em primeiro de janeiro
Naqueles tempos atrás,
Realmente se festejava
Num clima de muita Paz,
De drogas pouco se falava
Pois em lugar grande estava
O festejo era bom demais.
Pessoas se confraternizavam
Onde se via felicidade,
Diferente de hoje em dia
Um caçuá de falsidade,
Outro ano começando
Bom inverno se esperando
Num desejo de verdade.
02.


Eu menino beradeiro
Vencido pela timidez,
Quando ia na cidade
Era comprar pão francês,
Ou bolacha pra minha avó
Não tinha rima no gogó
Pois não era chegada a vez.

A casa de minha avó
Mais parecia um hotel,
Quem passava na estrada
Ali encontrava um Céu,
Não saia sem comer
Tinha comer à ferver
De sobremesa até mel.

A casa tinha poucos quartos
Tinha era salas e armador,
Para caber muitas redes
Pro descanso merecedor,
Tinha na panela feijão
Tinha Ana de Seu João
Num clima de Paz e Amor.
03.






Nas ruas de Jaçanã
Não tinha a Festa do Caju,
Tinha a Festa da Padroeira
Que recordo para tu,
Era uma confraternização
Pra todos da região
E carnaval com papangu.

Como é bom recordar
Daqueles tempos atrás,
Onde a modernidade
Não estragava amor de pais,
Não tinha o computador
Só o que sobrava era amor
A saúde, o carinho e a Paz.

Por isso eu registrei
Em mais uma narração,
Uma visita ao passado
Num poço de recordação,
Pois as lembranças são tantas
Na mente de Flávio Dantas
O Poeta do Povão.
04.

Jaçanã – RN, 01/01/2014.
Cordel  nº  514.









terça-feira, dezembro 31, 2013

Cordel da Virada.

“Sonho de Nordestino
Na virada do Ano”.


Quando faltam poucas horas
Pro fim de dois mil e três,
O poeta se inspira
E compartilha com vocês,
Mais um ano terminando
Eu continuo rimando
Sem ter hora, dia ou mês.

O Sonho de Nordestino
Veio na minha inspiração,
Na virada do Ano
Onde trago a narração,
No momento escurecendo
Eu, outro cordel escrevendo
Pois é a minha função.

01.

Hoje cedo eu pedalava
Por nossa Serra do Cuité,
Hora era no estradão
Testando a força do pé,
Ou na encosta da Serra
Onde a turma não se emperra
Com paciência e com fé.

Pedalando observamos
Como é bela a natureza,
Mesmo a paisagem seca
É completa de beleza,
Até água num riacho
Encontramos serra abaixo
Só não tinha correnteza.


O Sonho de Nordestino
Quando o ano está virando,
É ver água no riacho
Pelos roçados se espalhando,
Ver molhado o seu chão
Ver crescer a plantação
E ele na terra trabalhando.

02.

O Sonho de Nordestino
É não deixar o seu lugar,
Ter inverno criador
Para poder trabalhar,
Ver planta sair do chão
Alimentar sua criação
E ter sustento no lar.

Daqui a alguns instantes
Tem Mega Sena do Milhão,
Tem brasileiro sonhando
Pensando em ficar ricão,
Enquanto o nordestino
Pede chuva desde menino
Pra molhar a plantação.

O nordestino que falo
É aquele de valor,
Que nunca sentiu vergonha
De ser um agricultor,
Com disposição pra trabalhar
Pede inverno sem parar
E tem pela terra amor.

03.





Mais um ano que termina
Com o brasileiro sonhando,
Só falam em Copa do Mundo
E a saúde se acabando,
Enquanto o nordestino
Vai seguindo o seu destino
Com orgulho trabalhando.

Essa noite estou em casa
Com meu filho e a mulher,
Mais um ano que termina
E conservamos a fé,
Pedindo saúde e Paz
Pra nós três e os demais
E seja o que Deus quiser.

E eu como nordestino
Defendo nosso torrão,
Sou filho de agricultor
Com orgulho e com razão,
Pois assim é Flávio Dantas
Que hoje as poesias são tantas
Como o Poeta do Povão.

Jaçanã – RN, 31/12/2013.
Precisamente: 18:24 horas.
Cordel de nº 513.




sexta-feira, dezembro 27, 2013

Na Feira é Assim..........................

Cordel nº 512, lançamento exclusivo, será declamado logo mais na feira de Coronel Ezequiel – RN, por encomenda do Vereador Marinaldo,  no aniversário de 4 anos da mudança da do dia da feira, do domingo para a sexta-feira.

“Feira na sexta
Mudança Aprovada”.


O poeta está presente
Sem ter medo de rimar,
A convite de Marinaldo
Vereador desse lugar,
A quatro anos estive aqui
Rimando sem me cansar.

Lembrem que a quatro anos
Pra sexta a feira passou,
Naquele tempo novidade
Que alguém se assustou,
E hoje estou de volta
Pra mostrar que aprovou.

01.
Quando era no domingo
Era aquela desanimação,
Barraca quase não tinha
Nem mercadorias pelo chão,
No mercado, quase nada
Recordem pra dar razão.

Os anos foram passando
E nossa feira se acabando,
O mercado destiorado
Dava pena agente olhando,
Pois a única solução
Foi o seu dia mudando.





O mercado foi restaurado
Voltando a dar prazer,
Tudo limpo com higiene
Para o feirante vender,
Até praça de alimentação
Para quem quiser comer.
02.
Lá fora muitas barracas
E virou logo tradição,
Na época declamei versos
No dia da inauguração,
Deixando aqui na feira
A minha inspiração.

Quatro anos se passaram
E esse poeta voltou,
Num evento cultural
Que Marinaldo organizou,
Trazendo mais um cordel
Pois ele me convidou.

Na época era Secretário
E hoje ele é vereador,
Essa feira é seu orgulho
Pois pela mudança batalhou,
E ele sabe que nesse dia
A população aprovou.
03.
Ele incentiva a cultura
E já tem Lei aprovada,
Dá apoio aos artistas
Em troca não cobra nada,
Vereador e amigo
E com certeza camarada.

Ele sabe que feira livre
É fonte de cultura popular,
Uma antiga tradição
Que não pode se acabar,
Por isso essa mudança
No objetivo de melhorar.


São quatro anos de feira
Nessa mudança eficaz,
Uma mudança aprovada
Para não voltar jamais,
A cada dia crescendo
Num clima de muita Paz.
04.
Nessa feira tu encontra
O que pensar em comprar,
Vou citar algumas coisas
Durante o meu rimar,
Desculpe se esquecer
De no seu produto falar.

Aqui tem carne de gado
De bode, porco e guiné,
Tem frango vivo e abatido
Bom tira-gosto pra mé,
Tem peixe do Barro Branco
E talvez tenha do Imbé.

Na verdura tem coentro
Tem cebola e pimentão,
Cenoura, alho e pimenta
Tem alface e agrião,
Batata, tomate e repolho
Beterraba e cebolão.
05.
Nas frutas tem melancia
Tem banana e tem maçã,
Abacaxi e abacate
E pinha que eu sou fã,
Lembrando que a feira é
Na sexta pela manhã.

Tem laranja e abacate
Não esquecendo limão,
Tem o nosso maracujá
Deixando um amarelão,
Tem jaca e se tu procurar
Vai encontrar fruta pão.


No mercado tem buchada
Para quem quiser comer,
Tem uma pinga da boa
Para quem quiser beber,
E sempre cabe mais um
Feirante para vender.
06.

Temos a feira de roupas
Num colorido especial,
Tem moda de Caruaru
Tem de São Paulo e Natal,
O preço é piquininim
Pra zona urbana e rural.

Tem CD e DVD
Pras boas músicas curtir,
Sempre aparecem sanfoneiros
Pra você se divertir,
Se acham que estou mentindo
Só precisa conferir.

E temos também a troca
De objetos e animais,
O sabido sai ganhando
E não esquece jamais,
Quem perde, retorna liso
Pro amparo de seus pais.
07.

Com isso são quatro anos
Da feira na sexta-feira,
Cada dia aumenta mais
Sem precisar de carreira,
Mudança que aprovou
Numa atitude verdadeira.

Você não precisa mais
Se deslocar pra Santa Cruz,
Pois aqui você encontra
Até o pavio da luz,
Na feira, na sexta-feira
Com as bênçãos de Jesus.

Obrigado amigo Marinaldo
Por mais uma vez dar a mão,
A esse poeta matuto
Que transpira inspiração,
E se assina Flávio Dantas
O Poeta do Povão.
08.


Autor: Flávio Dantas
O Poeta do Povão.
 

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